20/05/2020 às 15h50min - Atualizada em 20/05/2020 às 15h50min

Deputado retira projeto que pedia volta das aulas presenciais em SC

Proposta na Assembleia Legislativa defendia cronograma gradativo de retorno, mas foi retirado nesta terça após polêmica sobre a possível medida

NSC

O deputado estadual João Amin (PP) decidiu retirar de pauta o projeto de lei que pedia o retorno gradativo das aulas a partir de junho em Santa Catarina.

João Amin defendeu que o projeto não obrigava, mas autorizava o retorno das atividades nas escolas para atender quem “não tinha condição de manter os filhos em casa”. No entanto, segundo ele, foi retirado porque teria sido “distorcido”, e disse que decidiu retirar o projeto pelo risco de a polêmica causar mais dificuldades do que contribuições.

– Propusemos uma alternativa, com transição gradativa e um cronograma de retorno responsável. Porém, o projeto foi destorcido e uma campanha contrária foi orquestrada para desconstruir a proposta – afirmou.

Em comunicado, o parlamentar destacou que vinha discutindo o assunto com representantes da área de ensino e que chegou a convocar o secretário de Estado da Educação pasta para uma sessão especial na Alesc, mas acusou o secretário de “negar-se ao diálogo”. O projeto, segundo o deputado, foi apresentado porque “o governo não tomava uma iniciativa”.

– Educação também precisa ser tratada como uma atividade essencial e foi esse o objetivo do nosso projeto. Tenho convicção de que o colapso escolar é iminente, tendo em vista a falência econômica que se avizinha – opinou.

A paralisação das aulas foi adotada pelo governo para reduzir a circulação de pessoas e, com isso, tentar conter a propagação do coronavírus. Desde 17 de abril, estudantes da rede estadual têm aulas on-line e os que não tem acesso à internet recebem material impresso. A estratégia foi adotada por diversas prefeituras.

O governo do Estado tem afirmado que estuda o retorno das aulas para o segundo semestre, mas não apontou ainda datas específicas para o reinício. Em Estados como São Paulo, a estimativa é de que as aulas presenciais só possam ser retomadas em julho.


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