04/06/2020 às 08h28min - Atualizada em 04/06/2020 às 08h28min

Construção civil relata impacto negativo

Segmento era um dos que estava em plena retomada após anos difíceis, mas vem sendo atingido em cheio pela pandemia

Dentre os segmentos da economia afetados pelo coronavírus, o da construção civil tornou-se um invariável personagem. Com os juros na mínima histórica, o segmento era uma das esperanças de retomada em 2020 após cinco anos difíceis entre 2013 e 2018. Redução da demanda e paralisação das atividades são os principais fatores que contribuem para que empresários sintam os efeitos negativos da crise nos seus negócios.

“O movimento da construção civil percebe-se que deu uma retraída, principalmente para aqueles que tinham a intenção de fazer um financiamento. Aqueles que estão construindo com recursos próprios continuam, por isso não estamos parados e continuamos com o serviço quase no fluxo normal”, conta o empresário Alvori Pagnussatti, proprietário da Pagnussatti Construção e Incorporação de São José do Cedro.

Na indústria, muitas empresas sentem os efeitos das medidas de isolamento. “O que nos acarretou uma certa dificuldade foi com a mão de obra, porque quando o governo decretou a parada de quase tudo, nós também fomos obrigados a parar e dispensar os funcionários. Os pedreiros bons arrumaram alguns bicos para trabalhar e outros estão aproveitando a oportunidade do auxílio emergencial, pois se estiverem trabalhando vão sair do direito de receber”, esclarece o empresário lamentando que de 30 funcionários no setor, 10 foram perdidos.

Alvori trabalha com construções há mais de 45 anos, atuando em São José do Cedro e outras cidades da região, como Palma Sola, Guarujá do Sul e Guaraciaba. Na sua empresa, a demanda chegou a diminuir 20%. “Temos muitas construções sendo realizadas, entre elas a garagem da prefeitura de Palma Sola. Estamos trabalhando a todo o vapor, mas mesmo com isso, 20% da nossa demanda diminuiu”, explica.
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