10/06/2020 às 08h32min - Atualizada em 10/06/2020 às 08h32min

Benefícios da pitaya aos olhos de Gentil Trevisol

O cedrense é produtor há três anos e relata que a fruta é um ótimo benefício para saúde: protege as células, ajuda na digestão, na pressão e combate a anemia

Gentil Ângelo Trevisol, de 64 anos, é morador de São José do Cedro há mais de 50 anos e o mais novo produtor de pitaya da região. Com 130 mudas plantadas, relata os inúmeros benefícios da fruta. “Ela é especial para tudo que imaginar: câncer, diabete, imunidade baixa, colesterol, circulação de sangue, ajuda a emagrecer, é rica em fibras, protege as células, ajuda na digestão, na pressão e combate a anemia”, conta.
A pitaya tem sua origem na América Latina e é o fruto de um cacto, sendo considerada uma fruta tropical. Ela pode medir de 10 a 20 cm de diâmetro e tem sabor suave, como uma mistura de kiwi e melão.  Existem três variações: branca – casca rosa e branca por dentro, sendo a mais fácil de encontrar no Brasil; vermelha – casca rosa avermelhado e rosa-vermelha-púrpura por dentro, sendo também encontrada no Brasil e amarela – casca amarela e branca por dentro, sendo mais comum na Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Todas contém inúmeras sementes pretas comestíveis distribuídas em toda sua polpa.
Segundo Gentil no seu terreno há apenas as cores amarela e vermelha. “Se tivesse as três produziria o ano inteiro, pois elas intercalam o florescimento. As mudas que tenho agora foram plantadas em setembro do ano passado e já deram muitos frutos. Colhi pelo menos 4.000kg; deu pouco porque plantei há pouco tempo, mas em janeiro do ano que vem a estimativa é que a colheita supere os anos anteriores, pois as mudas ficam totalmente carregadas. E é bonito de ver em janeiro e fevereiro, porque há cada ano a colheita se supera ainda mais”, destaca.
 
História por trás da produção
Ângelo conta que logo que construiu a casa da sua filha ao lado da sua, comprou algumas mudas de árvores frutíferas e junto delas, amarrado em uma, estava um cipó, sem saber o que era, o jogou no terreno. “Aquele cipózinho pegou na terra e subiu na árvore próxima, nisto deu flor e fruto, mas não sabia o que era. Um dia parou um senhor de Itajaí aqui em casa e quando ele viu esse pé falou: ‘vim de Itajaí para o Cedro para achar pitaya’. Daí nisso ele me contou o que era a dita planta e pediu algumas mudas e frutas. Assim que entreguei ele me deu R$ 400, perguntei o porquê daquilo, daí ele me disse que o dia que eu souber o que é a planta ia agradecer a ele, porque o dinheiro era apenas uma gratificação”, ressalta.
Depois dali, as mudas só passaram a crescer, até que o terreno inteiro ficou cheio delas. “Não precisa se preocupar com os cuidados, ela mesma se vira. Em época de estiagem é preciso dar água uma vez na semana. Para plantar, é só encostar as mudas em uma árvore, dar água uma vez por semana quando não chove e o esterco precisa ser fermentado. As mudas precisam ser velhas, aquelas que já carregaram, não pode ser nova porque não cresce”, continua enfatizando que pode-se se usar a fruta em muitos pratos. “Dá para fazer tudo com ela: salada, bebida, comer normal e muitos outros”, finaliza. Para Gentil a próxima colheita passará de 8 mil kg.
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