12/10/2015 às 09h58min - Atualizada em 12/10/2015 às 09h58min

Não haverá mudança na contratação dos professores das Apaes

Edital para contratação de novos profissionais da educação especial deverá ser lançado em poucos dias

Analiza Vissotto
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Divulgação Apae Palma Sola

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Segundo o presidente da Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) de Santa Catarina, Júlio César Aguiar, ficou definido que o projeto que previa a mudança na contratação dos professores da educação especial, não entrará em vigor no próximo ano. “Em conversa com o Governo do Estado, mostramos que a maioria das Apaes não aceitava essa mudança”, explicou Júlio.

O projeto vinha causando grande insegurança e preocupação nas diretorias e professores das Apaes, principalmente porque o Estado não publicou ainda o edital de contratação para os professores da educação especial do próximo ano. “O edital para a contratação de novos professores deverá ser lançado nos próximos dias. Tivemos a garantia do governador de que isso será feito”, assegurou o presidente da Federação das Apaes.

No entanto o presidente, Júlio, explicou que em 2016, representantes das Apaes, e o Governo do Estado irão se reunir novamente, para que as propostas do governo sejam ouvidas. “Se forem boas para as Apaes, e principalmente para nossos alunos, iremos aceitar. Mas tudo será avaliado cuidadosamente, e nenhuma futura medida será tomada para prejudicar os apaeanos”, reiterou Júlio.

 

Mudança de contratação

A mudança da forma de contratação dos professores efetivos e em caráter temporário (ACTs) vinha preocupando os profissionais da educação especial, porque eles deixariam de ser contratados pelo Estado, passando a serem contratados direto pelas instituições.

A atual determinação do governador Raimundo Colombo, é que para 2016 as próprias Apaes, possam optar pelo tipo de recebimento de recursos para a contratação direta ou pela disponibilização de professores por parte do Estado. Até o momento a única Apae do Estado que optou pela forma direta de contratação foi a de Florianópolis. “O restante, 99%, não aceitou esse modelo, por isso ouvimos as instituições”, disse o presidente Júlio.

Ainda segundo Júlio os principais motivos para que esta mudança não tenha ocorrido é a diferenciação dos profissionais da educação especial. “A maioria se especializou, fez graduação e pós sempre voltadas à educação especial. Não podemos substituir facilmente estes profissionais, além do mais os alunos tem plena confiança em seus professores, sendo acompanhados por eles há muito tempo. Estes são elos importantes da educação especial”, finalizou Júlio. 


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