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03/02/2021 às 23h46min - Atualizada em 03/02/2021 às 23h46min

Chuvas aliviam estiagem em Palma Sola

Em janeiro o volume de chuva foi de 501mm, esta é a maior média histórica dos últimos 16 anos para o município

Da redação
Após passar grande parte de 2020 enfrentando os efeitos daquela que é considerada a pior estiagem da história, os moradores de Palma Sola tiveram um alento nos últimos dias. Em janeiro deste ano, registrou-se um volume de chuva acima da média histórica para o período, melhorando a situação dos reservatórios que abastecem a região. Ainda assim, a situação está longe de ser normalizada e, por enquanto, não há previsão de colocar fim ao rodízio no abastecimento, em vigor desde março do ano passado.
Segundo o Centro de Sócio Economia e Planejamento Agrícola (EPAGRI/CEPA), choveu durante janeiro 501mm, enquanto em 2020, no mesmo período, 153mm. O que significa que começamos o ano [2021] com uma média superior a do ano que passou. Historicamente, a média do segundo semestre de cada ano passa de 615mm. Em 2019, ela ficou em 665mm, para 606mm, de 2020. “A média no Oeste para este mês fica entre 190 a 210mm. Essas chuvas são provocadas pelo deslocamento de frentes frias no litoral catarinense”, comenta o diretor de Defesa Civil e Meio Ambiente de Palma Sola, Douglas Ribeiro.
Segundo ele, no mês de março ocorre uma diminuição drástica nos níveis de chuva, variando de 100 a 130mm. Além de ser registrados ciclones extratropicais, mar agitado com ressaca e perigo de navegação. As chuvas que estão correndo neste começo de ano, conforme ele, são causadas pela forte convergência de umidade em Santa Catarina. “Nesta época do ano, ocorre uma alta incidência de temporais com raios, granizo e ventania, também há preocupação com os riscos de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos”, recorda.
A Defesa Civil destaca algumas recomendações: em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas; não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda; e se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.
 
Plantações em níveis drásticos
O meio rural foi a região que mais sofreu com a estiagem desde o segundo semestre de 2019. A pouca chuva de 2020 já havia ajudado na captação de água pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN), mas algumas propriedades ainda precisam de mais chuva para os poços artificiais.
A EPAGRI apresentou alguns dados sobre a longa estiagem vivida no Estado, o estudo aponta que o milho para silagem foi a cultura mais atingida, seguido do alho, milho grão e cebola. De acordo com Douglas, a estiagem trouxe bastante prejuízos a agricultura familiar, que teve perca de 30% na produção, em decorrência da falta de chuva na principal fase de desenvolvimento da planta, momento em que ela mais necessita de água.
 
Economia necessária
As autoridades responsáveis pelo abastecimento do município, prezam pela economia de água e armazenamento, citam que são poucas as propriedades que possuem reservatórios de coleta de água da chuva. “Isso somado a falta de chuva e por qualquer manejo errado dentro da propriedade, como por exemplo, uma drenagem errada de área de manancial, pode potencializar a estiagem”, afirma Douglas acrescentando que a reserva e a sustentabilidade devem caminhar juntas, para haver um equilíbrio.
Com o aumento gradual das chuvas, alguns agricultores sofrem para concluir seus afazeres dentro da propriedade, como a silagem, e também há riscos de açudes transbordarem, pela alta quantidade de chuva. “A água potável é um bem infinito, mas é preciso um gerenciamento, como forma de segurança para as gerações futuras”, conclui o diretor.
 
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