18/03/2021 às 09h03min - Atualizada em 18/03/2021 às 09h03min

“Valor repassado pelo Estado é insuficiente”

A afirmação é da diretora Administrativa, Monica Canton de Toledo explicando que a pedido de Santa Catarina, o hospital Cedro habilitou oito leitos clínicos para mitigar a pandemia do coronavírus

Da redação
O acelerado aumento de pessoas infectadas pelo Covid e o colapso na Saúde mobilizou hospitais filantrópicos e particulares a aceitarem pedido de socorro do Estado de Santa Catarina. Leitos clínicos estão sendo habilitados em hospitais de toda a região para mitigar a pandemia do coronavírus.
Este é o caso do Hospital de São José do Cedro, com oito leitos habilitados, oferece além do atendimento pós recuperação de pacientes que saem da UTI, como também a internação daqueles que necessitam de medicação e oxigênio para que a doença não se agrave. A dificuldade porém está sendo no repasse dos valores pelo Estado, estes são insuficientes para a manutenção, medicação e oxigênio dos internados. A solução é solicitar mais dinheiro para os municípios conveniados.
O Estado possui um contrato com o hospital para atendimento de pacientes SUS, contando com o pronto socorro, cirurgias eletivas, exames, consultas e internações tanto de pediatria como para adultos, ele foi renovado esse ano e anexado um termo aditivo, que prevê atendimento num prazo de três meses à pacientes diagnosticados com coronavírus. Esses pacientes podem vir de outras instituições, aqueles que se encontram em recuperação, que saíram da UTI ou precisam só manter o antibiótico e fazer o aporte de oxigênio, para que o quadro não evolua e assim não haja a necessidade de encaminhamento para as Unidades de Tratamento Intensivo.
Cada paciente internado gera uma Autorização de Internação Hospitalar (AIH), o repasse feito para cada uma, pelo Estado, conta com o valor de R$ 1.500, estando contemplado nesse valor, medicação, oxigênio e profissionais. Cada AIH tem um tempo mínimo de permanência no hospital pelo paciente, que nesse caso é de cinco dias, ou seja, caso o paciente receba alta antes deste prazo, o hospital não recebe o valor determinado. No caso de permanecer além desses cinco estipulados pelo governo, o valor permanece sendo de R$ 1.500, não tendo nenhum valor acrescido.
Tendo em vista a grande demanda de oxigênio neste momento, e a escassez de insumos hospitalares, os valores vistos no mercado estão elevados. “Nós felizmente não tivemos adição no valor do oxigênio pela empresa que nos fornece, mas mesmo assim o valor ainda é consideravelmente alto diante da quantidade necessária, ainda temos as medicações que também sofreram aumento de 300% a 400%, além da escassez no mercado, que faz com que sejamos obrigados a comprar mesmo com preço elevado, para que não falte medicação para o paciente”, relata Mônica Canton de Toledo, Diretora Administrativa do Hospital Cedro.
Como a quantia que o Estado dispõe ao hospital não é suficiente, a busca por convênio com as prefeituras de São José do Cedro, onde está alocada a Instituição, e o município de Princesa, se faz necessário. “A maior motivação para estar atendendo o Estado é a questão social, para que possamos, com a estrutura que nós temos, dar assistência para a nossa população. Mas, financeiramente, é muito difícil lidar com isso, assim acabamos recorrendo as prefeituras municipais, que tanto de Cedro quanto de Princesa, sempre nos auxiliaram”, afirma Mônica.
Valores repassados ao Hospital pelo Estado e Municípios
O valor de R$ 56 mil por mês, constatado no termo aditivo ao contrato firmado com o Estado, tem duração de três meses, com possibilidade de renovação, caso a situação se estenda por mais tempo.
Em relação aos municípios, tendo como finalidade o atendimento a pacientes com coronavírus, Cedro está repassando R$ 80 mil ao hospital, e Princesa R$ 40 mil. Os contratos firmados para outras prestações de serviços, como pagamento de plantão médico, para manter o atendimento 24h, tanto no pronto socorro quanto das internações, apresentam um valor fixo entre R$ 50 mil da prefeitura de Cedro e R$ 20 mil de Princesa, conforme número populacional do município. Depois todos os outros valores giram em torno da quantidade de pessoas atendidas, tanto de consultas médicas, realização de exames e outros atendimentos realizados, um teto aproximado do valor repassado em torno de R$ 140 mil entre as duas prefeituras.
A diretora explica que o hospital Cedro é particular, porém, com finalidade filantrópica, assim o Estado tem uma justificativa para o repasse financeiro. Sendo essencial os convênios para manter a estrutura. Ao mesmo tempo é preciso buscar recursos através de emendas parlamentares. “Ano passado tivemos a indicação do governo federal, através do Tebaldi (Deputado Federal Marco Tebaldi (PSDB)). Porém devido atraso burocráticos estes valores ainda não chegaram” lamenta.
Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »