30/03/2021 às 09h26min - Atualizada em 30/03/2021 às 09h26min

Projeto "Onde há vida, há esperança" é realizado no Hospital Regional de São Miguel do Oeste

O projeto visa proporcionar um momento de contato entre familiares e pacientes

Ascom
Joice Kroetz / Ascom
Com a finalidade de trazer mais segurança e conforto aos pacientes e familiares, o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso - Instituto Santé idealizou o projeto "Onde há vida, há esperança", destinado às pessoas internadas pela Covid-19. O projeto visa proporcionar um momento de contato entre familiares e pacientes.
As pessoas hospitalizadas pela Covid-19 passam longos períodos em internação e isolamento, sem contato físico com seus familiares. Uma das formas mais comuns de se comunicar com as pessoas próximas, quando internado, é pelo telefone por meio de ligações ou chamadas de vídeo. Com isso, foi pensado em um projeto que possibilita um momento de conversa, aos pacientes acordados, e de acolhimento, aos pacientes sedados e em uso de ventilação mecânica. O projeto começou no Pronto Socorro e se estendeu à Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
"Ouvimos muitos relatos de familiares que deixavam seus entes queridos no Hospital e depois perdiam o contato por evoluírem ao quadro clínico grave, precisando ser intubado e consequentemente necessitar de leito de terapia intensiva. Isso deixava toda a equipe de profissionais sem chão", ressalta a idealizadora do projeto e gerente de enfermagem, Márcia Dreher. "As visitas e o acolhimento da família são essenciais para a recuperação do paciente. Mesmo sedados, acabam sentindo a presença de um familiar", complementa.
Visita, segurança e esperança
As famílias dos pacientes são contatadas para a verificação do interesse da visita e realizar o agendamento. Há uma capacidade de visitas diárias que podem ser realizadas, para manter a segurança de todos os visitantes. A proposta visa trazer segurança, conforto e bem-estar emocional aos pacientes e familiares, oportunizando um momento especial e pessoalmente, entre visitante e paciente. 
Antes de entrar na ala Covid-19 em que o paciente está internado, o familiar recebe todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), os mesmos que estão sendo utilizados pelos profissionais de saúde desde o início da pandemia do coronavírus, mantendo a segurança de sua saúde. 
Diversas normas e critérios são avaliados no que se refere à saúde do visitante, tal como: a faixa etária; não apresentar comorbidades; não estar acometido pelos sintomas do novo coronavírus; não estar em isolamento devido a contato recente com contaminado, dentre outros estipulados em termo que é assinado pelo familiar/visitante. A visita ocorre em horário marcado para que não altere a rotina de trabalho do Hospital. 
As visitas estão sendo realizadas desde o dia 12 de março. "Fazemos o que é possível para que os familiares e os pacientes se sintam melhor diante a situação. É emocionante e muito gratificante proporcionar momentos como esse, com esperança e amor", ressalta Márcia Dreher, diante a visita.
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