30/10/2015 às 09h02min - Atualizada em 30/10/2015 às 09h02min

Lembranças de uma professora

Carmela, de Flor da Serra do Sul, lecionou por mais de 20 anos na linha Marau

Flor da Serra do Sul

Dona Carmela Coradi Santin nasceu em 16 de julho de 1937, em Marau, no Rio Grande do Sul. Lá, Carmela, já lecionava há dois anos, quando ela e o marido, junto do primeiro filho, que tinha apenas sete meses se mudaram para o Paraná.  

O local onde foram morar na época, anos de 1965, pertencia a Marmeleiro, e foi chamado de linha Marau, em homenagem a origem da família Santin, que foi pioneira naquela região. Carmela teve então mais três filhos, e trabalhou como professora por 23 anos. “Eu amava a minha profissão”, declara. Atualmente o local pertence a linha Tatetos, sentido linha Gaúcha.

A professora recorda que além de dar aulas a alunos do 1º ao 4º ano, ainda tinha que fazer a merenda e limpar a escola. “Era sofrido, mas eu amava ensinar. Tanto que, quando sobrava tempo eu lecionava a noite para o mobral [movimento brasileiro de alfabetização]”, recorda.

Atualmente a professora é aposentada, e reside há sete anos na cidade de Flor da Serra do Sul, onde ainda cultiva seu dom de ensinar, sendo voluntária da Pastoral da Criança. “Morei por muitos anos no Tatetos, e lá ajudava no grupo de idosos”, afirma.

A professora aposentada também opina dizendo que quando lecionava os professores tinham mais autoridade perante os alunos. “Não dava castigo forte, mas os pais cobravam que fossemos exigentes, muitas vezes meus alunos perdiam o recreio porque não haviam concluído o dever de casa, ou se comportado mal em sala de aula”, conta.

A jornada de trabalho também era puxada, sendo que devido a quantidade de alunos, Carmela tinha que dar aulas para até 55 alunos por período. “Os dez primeiros anos que lecionei eu dava aula para o 1º e o 2º ano de manhã e o 3º e 4º a tarde, após a quantidade de alunos foi diminuindo, e ficando apenas num turno”, finaliza. 


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