21/04/2021 às 10h14min - Atualizada em 21/04/2021 às 10h14min

Sobre a brevidade da vida

Coluna de opinião do jornal impresso

Um dia você terá que se sentar à mesa e degustar o banquete de consequências das escolhas que você fez ao longo de toda a sua vida. Isso não é uma escolha, é um fato! Absolutamente tudo o que você faz vai impactar de uma forma ou outra na sua vida, e pasmem, aquilo que você não faz também.
É por isso que hoje eu não quero falar sobre as coisas que você fez, quero falar sobre as coisas que você não fez. Isso mesmo!
Sabe aquele abraço que você não deu?
Sabe aquele beijo que você nunca teve coragem de dar?
Sabe o elogio que você nunca fez?
Sabe o carinho que você não demonstrou?
Pois é. Ao final da sua vida (que pode ser hoje ou daqui 80 anos), o arrependimento pelas coisas boas que você não fez poderá consumir você. Quem está morrendo não pensa na valorização do dólar, na alta do preço do combustível ou então no quanto estão rendendo as ações que comprou no último mês. Quem está morrendo se lembra dos momentos que viveu, sejam eles bons ou ruins, se lembra dos abraços, das pessoas, das coisas que foram ditas e do significado de cada uma delas.
Nas últimas semanas, muitos amigos, conhecidos, colegas, perderam alguém. Nunca mais poderão dar um abraço, um beijo, dizer “eu te amo”. Nunca mais. A única coisa que fica são as lembranças das coisas que foram feitas, que foram ditas. Lembranças, nosso cérebro está cheio delas, a pergunta que eu te faço é: quais são as lembranças que você quer ter e quais são as lembranças que quer deixar nas outras pessoas?
Há diversos livros que falam sobre a morte, sobre morrer. E em todos os relatos que existem neles, o arrependimento pelas coisas que as pessoas deixaram de fazer é um dos maiores motivos da angústia de quem está morrendo, ou mesmo daqueles que perderam alguém. Todos vamos morrer, é a única certeza que carregamos conosco por toda a vida, mas mesmo assim parece que as pessoas não assimilam essa informação.
Não espere que algo ruim aconteça, não espere sentir medo de perder para só então perceber a importância que as pessoas têm na sua vida. Diga, demonstre, fale, mostre. Faça isso agora.

Por: Francieli Perondi 
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