30/10/2015 às 14h49min - Atualizada em 30/10/2015 às 14h49min

Uma sobrevivente

A prevenção salvou a vida da anchietense Rosa Maria Biluca, diagnosticada com câncer de mama em 2003

Anchieta

Anchieta

 

Fazendo um checkup de rotina, após os 40 anos, Rosa Maria Biluca, descobriu em 2013 um câncer de mama. “Era um exame de rotina, como forma de prevenção. Me informaram que era pré-maligno, e que eu deveria retirar o tumor o quanto antes. Foi um baque, eu perdi o chão”, recorda Rosa lembrando que demorou dias para abrir o resultado dos exames de prevenção. “Eu nunca imaginava que teria câncer, tanto que após fazer a mamografia guardei o resultado. Então, fui na médica mostrar, ela abriu e me contou”, explica.

Rosa, que tem 53 anos, explica que o seu câncer de mama foi o primeiro da família. Em 2004, a anchietense realizou a primeira cirurgia de retirada do tumor. Após três meses, o câncer reapareceu, e Rosa foi submetida a outra retirada de tumor. “Recebi todo o atendimento via SUS, desde aqui de Anchieta até o tratamento no Hospital Carmela Dutra, em Florianópolis. Sempre fui bem atendida, e afirmo que a prevenção salvou minha vida”, fala.

Após a segunda retirada de tumor, Rosa fez um tratamento via oral de quimioterapia. “Mas a alta médica demorou, pois a cada dois meses eu tinha que voltar a Florianópolis e refazer exames e consultas, depois esse tempo foi aumentado, mas foram 11 anos nessa rotina até que obtive alta. Eu gritava de alegria”, recorda sorrindo a sobrevivente.

Atualmente Rosa realizada exames de rotina e principalmente a mamografia a cada ano. “Antes do câncer eu era uma pessoa diferente, só sabia trabalhar e limpar. Passei a aproveitar mais a vida, me divertir. Se pudesse falar algo para as mulheres é: se previnam, se cuidem e sejam felizes”, ensina.

Com pensamento positivo, a anchietense, lembra que na época do tratamento de câncer ainda tinha que cuidar da mãe idosa. “Tirei toda a minha força de Deus e dos meus amigos e irmãos da alma, que me ajudaram muito”, falou agradecida. Para ajudar no tratamento e como forma de terapia, Rosa, começou a cultivar seu alimento. “Isso acabou se tornando uma profissão, pois agora trabalho na horta, e tenho uma renda extra, além de ajudar a cuidar dos meus netos”, brinca Rosa. 


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