31/10/2015 às 09h32min - Atualizada em 31/10/2015 às 09h32min

1,6 mil pessoas perderam as vidas nas rodovias catarinenses

Santa Catarina
Divulgação/Diário Catarinense

Vidas foram interrompidas e recursos econômicos desperdiçados ao longo dos anos com a falta de planejamento e investimento nas nove rodovias federais que cortam Santa Catarina.

O descaso do governo federal freia importantes obras de duplicação enquanto pelo menos 1,6 mil pessoas perderam a vida nestas estradas nos últimos três anos. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal pelo menos 150 mil veículos circulam diariamente nas BRs-470, 101, 282 e 280 — consideradas as mais importantes do Estado.

Obras inacabadas avançam a passos lentos ao mesmo tempo em que os prejuízos crescem em ritmo acelerado. Um estudo da Universidade Regional de Blumenau (Furb) aponta que só o atraso das obras de duplicação da BR-470 — uma das mais emergentes para Santa Catarina — deixou de gerar um PIB de R$ 5 bilhões para a região nos últimos cinco anos. A execução dos trabalhos se arrasta há pelo menos 20 anos.

A Polícia Rodoviária Federal soma 538 pessoas mortas em 18.111 acidentes em 2014 nas nove rodovias federais de SC. A BR-101 — a mais importante do Estado — pela primeira vez na história não foi a recordista em mortes. A BR-282, que corta SC de oeste a leste, ocupou a posição da mais perigosa. Em 2014, quando a BR-101 estava prestes a completar a duplicação, 145 pessoas morreram em acidentes na rodovia. A BR-282, a mais extensa do Estado, registrou 147 mortes no mesmo período. Fonte/Diário Catarinense


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