06/11/2015 às 10h32min - Atualizada em 06/11/2015 às 10h32min

Inflação de janeiro a outubro é a maior desde 1996, diz IBGE

Brasil
Divulgação

A inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 0,54%  em setembro para 0,82% em outubro, segundo informou nesta sexta-feira (6) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o mês de outubro, índice é o mais elevado desde 2002, quando atingiu 1,31%.

No ano, o IPCA acumula alta de 8,52%, a maior para o período de janeiro a outubro, desde 1996, quando ficou em 8,70%. Em 12 meses, o indicador foi para 9,93% e é o mais elevado, considerando o período, desde 2003, quando chegou a 11,02%.

De setembro para outubro, o que mais influenciou a alta de preços no país foram os combustíveis. O aumento foi de 6,09% e representou quase 40% na composição do IPCA. resultado do índice.

No caso da gasolina, que teve seu reajuste de preços autorizado pela Petrobras no final de setembro, ficou, em média, 5,05% mais cara, puxada por São Paulo, onde os postos aplicaram um aumento acima de 6%. Quem costuma abastecer o carro com o etanol teve de desembolsar mais ainda. O preço do combustível subiu 12,29%. Apesar do avanço ter sido maior que o da gasolina, o etanol tem peso menor no cálculo da inflação.

Com o aumento dos preços dos combustíveis, o grupo de gastos com transporte, um dos pesquisados pelo IBGE, registrou a maior variação, de 1,72% em outubro, contra 0,71% em setembro. Ficaram mais caros ainda passagem aérea (4,01%), pneu (0,94%), ônibus intermunicipal (0,84%), conserto de automóvel (0,69%) e acessórios e peças (0,46%).

Depois dos transportes, o maior aumento partiu de alimentação e bebidas (de 0,24% para 0,77%). Isso porque os alimentos consumidos fora de casa subiram 0,93%, e os consumidos dentro de casa, 0,68%.


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