21/11/2015 às 09h21min - Atualizada em 21/11/2015 às 09h21min

Primeira Comunhão foi feita em 1968 na linha Cobra Verde

Ortêncio Ribeiro, sua esposa Lara e seus filhos foram os primeiros colonizadores na antiga comunidade

Anchieta

Conforme consta no livro Anchieta: História, memória e experiência, Ortêncio Ribeiro foi uma das primeiras pessoas que chegou a Anchieta junto com os colonizadores. Ajudou agrimensores a medirem terras e também a desmatar as margens da estrada de sentido Guaraciaba até Anchieta. No início junto da esposa Lara e seus filhos se estabeleceu em terras na linha São Marcos, após passou a residir na linha Cobra Verde.

O nome da linha Cobra Verde foi, inclusive, dado por Ortêncio, pois segundo ele na época muitas cobras verdes podiam ser encontradas as margens do rio, que inicia próximo a cidade e desce em direção onde é atualmente a comunidade da linha São Luiz. O rio também foi batizado por Ortêncio como rio Cobra Verde, sendo sua nascente perto da cidade e desembocando no rio Capetinga.

Após o primeiro morador se estabelecer na linha Cobra Verde, muitos outros foram chegando com o tempo, como as famílias de Anacleto e Ortelina Forgiarini, Abílio e Pierina Somavilla, Arestides e Maria Forgiarini, Vianei e Lourdes Somavilla, Venuto e Benilde Forgiarini, Vamari e Doriles Mattanna, Germano e Fiorinda Guerini, Elias e Graciosa Forgiarini e tantos outros.

Devido ao número crescente de moradores, em 1964 o padre Vigário Martinho Burguer foi a casa de Segundo Brassiani, onde disse ter a ideia de construir um Santuário de Nossa Senhora do Caravaggio no local. Após muitas conversas com os moradores ficou definido que o imóvel para construção seria cedido por Hermínio Scortengagna, próximo da sanga Cobra Verde, local que em 2004 era de propriedade de Albino Salaviero.

A igreja foi construída então de madeira com o auxílio da população que tirava a madeira em toras, e na serraria eram transformadas em tábuas. Próximo a igreja também foi construído um barracão que era usado pelos moradores para se reunir, jogar baralho e conversar.

Segundo consta no livro Anchieta: História, memória e experiência todas as famílias ajudaram na construção da igreja, sendo os mais empenhados os moradores Anacleto Forgiarini (in memoriam) e Segundo Brassiani (in memoriam).

Muitas festas foram feitas na comunidade, sendo que com a conclusão da construção uma escola também passou a funcionar no local. A primeira comunhão realizada na igreja da antiga linha Cobra Verde foi feita em 1968, sendo celebrada pelo padre Martinho Burger. 


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