24/11/2015 às 10h00min - Atualizada em 24/11/2015 às 10h00min

“Drogas. Não dá mais pra aceitar”

Secretária da SDR, Bianca, visitou prefeitos para divulgar campanha

Região

 

Na semana passada a secretária de SDR de Dionísio Cerqueira, Bianca Maran Bertamoni, realizou um roteiro de visitas aos municípios da regional para divulgar a campanha: “Drogas. Não dá mais pra aceitar”.

A campanha foi lançada pelo Governo do Estado em agosto, com o intuito de fortalecer a prevenção e o enfrentamento às drogas. Trata-se de um conjunto de ações multissetoriais a fim de sensibilizar a sociedade para a repercussão que o uso de drogas causa não apenas na vida do usuário, mas em todo o núcleo social em que ele está inserido.

A secretária destacou a importância da campanha, pois os danos que as drogas causam nas famílias e na sociedade como um todo são devastadores. “É muito importante conscientizarmos a nossa população sobre os malefícios que as drogas causam, e essa campanha vem para fortalecer ainda mais a prevenção, e é por isso que estamos trabalhando fortemente o assunto e desenvolvendo diversas ações em nossa região”, assegurou.

 

Problema

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública, a cada dez casos de violência registrados em Santa Catarina, sete estão relacionados a drogas ilícitas. Isso impacta diretamente a população. Em outros setores, não é diferente. Entre a população carcerária, por exemplo, 42,1% dos presos são por tráfico. O índice é maior que o de roubo (16,9%), furto qualificado (13,2%), homicídio (12,6%), furto simples (9,6%) e latrocínio (4%).

Nos índices de homicídio, 65% das vítimas e/ou autores possuem antecedentes criminais e em quase a totalidade desses casos o histórico tem a ver com o tráfico ou uso de drogas. Estima-se que entre 60% e 70% de todas as ocorrências de homicídios tenham correlação direta (tráfico) ou indireta (desavença) com situações envolvendo drogas.

Um questionário aplicado pela Secretaria de Estado da Educação, em 2010, em 1,3 mil unidades escolares da rede estadual, sobre o uso de drogas ilícitas apontou que 9,27% dos participantes já fez uso de maconha; 2,30% de crack; 1,77% de cocaína; 1,29% de inalantes; e 1,12% de ecstasy. Quanto ao perfil dos usuários, 13,86% eram do ensino médio; 6,83% alunos das séries finais do ensino fundamental; 1,26% das séries iniciais do ensino fundamental; 2,41% funcionários da parte administrativa e 2,22% eram professores.

 

Proerd

Outro programa, este com foco na prevenção, desenvolvido no Estado é o Proerd. O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência foi idealizado para prevenir o uso e o tráfico de drogas e todas as formas de violência, seja física ou psicológica. O programa é coordenado pela Polícia Militar, em que policiais recebem formação pedagógica específica para dar aulas em escolas públicas e privadas de todo o Estado. O foco são as crianças e adolescentes em fase escolar. A iniciativa busca despertar a consciência para o problema das drogas e da violência. O programa atende ao público infanto-juvenil, dos cinco aos 15 anos de idade.


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