25/01/2024 às 17h45min - Atualizada em 25/01/2024 às 17h45min

Pinguinho: Moda Circular para crianças

Voltada ao público infantil, a loja Pinguinho Moda Circular é um novo modelo de loja na região, onde as mães trocam as roupas usadas de seus bebês

Redação
A loja Pinguinho Moda Circular fica em Flor da Serra, na casa de Jaqueline e sua família. (Foto: Ruthe Kezia)
Jaqueline Parise tem 26 anos, nasceu em Flor da Serra do Sul, mas estava fora desde 2015, quando saiu de casa para cursar engenharia civil. Ela relata que sempre teve vontade de empreender, mas que seguiu o padrão: terminar o ensino médio e ir para a faculdade. “Me formei, trabalhei por três anos como engenheira e gosto muito da profissão, mas minha vida deu uma reviravolta: me separei, larguei o emprego em Pinhalzinho e decidi voltar para perto da família”, relata Jaque.
Refletindo sobre o que fazer ao retornar para Flor da Serra, ela ficou dividida entre abrir um escritório e seguir carreira como engenheira, fazer um concurso público ou arriscar e seguir o sonho antigo de empreender com uma loja. “Decidi arriscar com a loja, mas não tinha muito para investir. Eu tenho um bebê e em Pinhalzinho e em Chapecó já tinha comprado roupas de brechó pra ele, eram roupas boas e baratas. As crianças perdem a roupa muito rápido e quanto menores eles são, mais novas as roupas ficam. Ao mesmo tempo eu via muitas mães postando no Instagram o ‘desapego’, onde vendiam roupas de bebê que não serviam mais. Resolvi juntar tudo isso com minha vontade de empreender”, afirma Jaque.
Dessa forma nasceu a loja de roupas Pinguinho Moda Circular, voltada ao público infantil. A princípio, Jaqueline montou a loja em sua casa, para o futuro, os planos são alugar uma sala comercial no centro. “A loja abriu há cerca de 20 dias, eu faço muitas postagens no Instagram e conforme as pessoas me chamam eu faço as reservas das peças e entrego, quando é possível. As vendas on-line acredito que sejam o diferencial, o Instagram tem dado bastante resultado, tanto que há uma moça de São Luiz do Maranhão me pedindo fotos de roupinhas”, relata.
 
Como funciona?
A Moda Circular vai contra a ideia de que roupas, calçados e acessórios devem ser comprados, usados e descartados, dando à luz a possibilidade de reutilização e de reinício desse ciclo de vida das peças de roupa. O intuito da loja é isso, fazer as roupinhas circularem. Pensando nisso, Jaqueline compra roupas usadas de outras mães e também na internet. No caso das roupas que as mães levam até Jaque, após uma curadoria é estipulado um valor para o lote e a partir desses valores é gerado um vale crédito. Ou seja, as roupinhas valem R$ 200, a mãe recebe um vale de R$ 200 para gastar na loja.
“É uma troca, a pessoa pode usar esse vale como preferir. No caso das compras que faço pela internet, elas servem como um estoque inicial para de fato gerar essa troca de peças”, explica. O lucro de Jaqueline vem justamente pelo valor da compra das roupas em lotes, tanto das mães quanto da internet, ser mais baixo que o valor da venda de uma única peça. Esse valor mais alto de revenda é agregado através da curadoria, pois Jaqueline lava as roupas, tira eventuais manchas e faz pequenos reparos se necessário.
“Acredito que o pessoal comprou a ideia que vai dar certo. Além de ter uma sala comercial mais no centro, no futuro penso em comprar roupas de outlet, que são roupas de marca, mas de coleções passadas, ou que às vezes tem algum defeito, um fio solto, por exemplo, que é irrelevante. Mas claro, sempre continuando nessa linha das roupas mais em conta. Os planos para o futuro são muitos, mas o intuito agora é divulgar a Pinguinho cada vez mais”, finaliza Jaqueline.


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