27/11/2015 às 09h48min - Atualizada em 27/11/2015 às 09h48min

Novo foco do mosquito da dengue foi encontrado em Cedro

Para conscientizar população foi realizado na sexta, dia 20, um mutirão de limpeza e vistoria

São José do Cedro

“São José do Cedro registra desde 2006 focos do mosquito da dengue. Neste ano registramos há cerca de 20 dias o 11º foco”, alerta o agente de Dengue do município, Valmir Ziglioli. E o que mais preocupa, segundo Ziglioli, é o descuido da população. “As pessoas realmente acham que são imunes a dengue, que ela não está na região. Se esquecem de que a doença pode matar. É algo muito preocupante, pois deixam água parada sem culpa”, sentencia o agente.

Com o objetivo de conscientizar a população foi realizada na sexta-feira passada, um mutirão onde pontos da cidade foram limpos e vistoriados. A ação foi desenvolvida pela Secretaria de Transporte e Obras, Vigilância Sanitária e agentes de Saúde.

O município conta atualmente com 38 armadilhas de dengue distribuídas e mais 20 pontos estratégicos que são vistoriados. “Todo local público e comercial que possa acumular água é vistoriado, no entanto a população precisa fazer sua parte, e eliminar qualquer recipiente que acumule água em sua propriedade”, afirma o agente de Dengue lembrando que o mosquito Aedes Aegypti tem duração de vida de até 35 dias. A fêmea é a única que se alimenta de sangue, e pode depositar pelo seu período de vida até 600 ovos.

O agente deixa claro ainda que São José do Cedro nunca registrou um caso de dengue dentro do município. “Já tivemos caso, mas eram pessoas que estavam em viagem e retornaram. No entanto fica o alerta, pois temos o Aedes, e se ele picar alguém com o vírus uma epidemia pode acontecer”, enfatiza Ziglioli.

 

Box em cor:

“Primas” da dengue

O mosquito Aedes Aegypti além de transmitir a dengue pode passar mais doenças, como a chikungunya e a zika. Estes vírus já chegaram ao Brasil, e estão assustando autoridades e a população. Verifique a diferença:

 

Dengue

Chikungunya

Zika

Sintomas: Febre alta (geralmente dura de 2 a 7 dias), dor de cabeça, dores no corpo e articulações, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Nos casos graves, o doente também pode ter sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal, vômitos persistentes, sonolência, irritabilidade, hipotensão e tontura. Em casos extremos, a dengue pode matar

Sintomas: O principal sintoma é a dor nas articulações de pés e mãos, que é mais intensa do que nos quadros de dengue. Além disso, também são sintomas: febre repentina acima de 39 graus, dor de cabeça, dor nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não chegam a desenvolver sintomas. Segundo o Ministério da Saúde, as mortes são raras.

 

Sintomas: O vírus não é tão forte quanto o da dengue ou da chikungunya e os pacientes apresentam um quadro alérgico. Os sintomas, porém, são parecidos com os das doenças “primas”: febre, dores e manchas no corpo. Quem é infectado pelo zika também pode apresentar diarreia e sinais de conjuntivite.

Tratamento: A pessoa com sintomas da dengue deve procurar atendimento médico. As recomendações são ficar de repouso e ingerir bastante líquido. Não existem remédios contra a dengue. Caso apareçam os sintomas da versão mais grave da doença, é importante procurar um médico novamente.

 

Tratamento: Como no caso da dengue, não há tratamento específico. É preciso ficar de repouso e consumir bastante líquido. Não é recomendado usar o ácido acetil salicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia.

 

Tratamento: Assim como nas outras viroses, o tratamento consiste em repouso, ingestão de líquidos e remédios que aliviem os sintomas e que não contenham AAS.

Fonte/MdeMulher


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