03/12/2015 às 15h11min - Atualizada em 03/12/2015 às 15h11min

Vigilância epidemiológica confirma sete casos de zyka vírus em SC

Casos de dengue atingem 112 municípios catarinenses; 28 são infestados.

Santa Catarina
Divulgação internet

Santa Catarina tem sete casos confirmados de zyka vírus. Segundo a Superintendência em Saúde do estado, até agora, apenas um caso é autóctone, surgido no município de Itajaí, na região do Vale. De acordo com a autarquia, há três casos de febre chikingunya e 3,5 mil casos confirmados de dengue em Santa Catarina. Todos são transmitidos pelo mosquito aedes aegypti.

O superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi, explicou durante o Jornal do Almoço desta quinta-feira (3) que, além do caso autóctone em Itajaí, há seis casos importados de zyka. Eles vieram da Bahia, Maranhão, Pará e Paraíba.

Os sintomas das três doenças são muito semelhantes. A orientação das autoridades à população é de que se mantenha em alerta para febre, olhos vermelhos sem coceira e sem secreção, dor de cabeça e nas articulações. Além disso, manchas com coceira, dor na garganta e tosse podem indicar uma dessas doenças .

"As ações de controle do vetor têm que ser constantes durante o ano inteiro. No período do verão, elas são intensificadas, onde as condições climáticas, de calor e chuvas, favorecem a transmissão vetorial. As pessoas com a doença precisam ser rapidamente tratadas e é preciso intensificar ações para evitar a transmissão dentro do estado", diz o superintendente.

Controle do vetor

De acordo com Gaudenzi, há em Santa Catarina também casos confirmados de febre chikungunya. "Um caso é autóctone, de Itajaí, e dois são importados da Bahia".

Conforme o superintendente, há 3.593 casos confirmados de dengue em 112 municípios. Destes, 28 municípios são considerados infestados, 3.274 casos são autóctones e 59 ainda estão sob investigação.

"A partir da suspeita de uma dessas três doenças é coletado sangue do paciente, que é encaminhado para o laboratório central de saúde pública em Florianópolis, e a partir de então, uma rotina de exames, de acordo com um protocolo do Ministério da Saúde, é realizado. Caso necessário, esse material vai para fora do estado, para confirmação", afirma.

Fábio Gaudenzi declarou que a presença do estado, onde há infestação do mosquito transmissor do zyka, do chikungunya e da dengue, é fundamental para  ações contínuas de controle do vetor.

"Os municípios têm dado uma colaboração fundamental para divulgar em escolas e outros grupos informações para controlar a proliferação do mosquito", finaliza.


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