05/12/2015 às 09h54min - Atualizada em 05/12/2015 às 09h54min

Primeira rodoviária de Anchieta

Almerinda Dalcin Garlet veio do Rio Grande do Sul em 1959, junto com o marido Ernesto e dos filhos

Anchieta

A primeira rodoviária, de Anchieta, foi comandada por Almerinda Dalvin Garlet, no início dos anos 60. Conforme explica uma das filhas, Inês Garlet Vieira, Almerinda apenas vendia as passagens, como uma funcionária comissionada. A primeira rodoviária era de madeira, sendo que no primeiro piso havia um bar/rodoviária e no segundo, era onde a família de Ernesto Olivo Garlet, sua esposa Almerinda e os 10 filhos moravam.

“Minha mãe sempre trabalhou no comércio, ainda quando era solteira com os pais dela. Depois que se casou com meu pai, também trabalharam com um armazém no Rio Grande do Sul, e quando viemos para Anchieta montaram um comércio. Havia também um bar, que ela tocava e a rodoviária funcionava ali”, recorda Inês. O local onde funcionava a primeira rodoviária [antiga casa de madeira que ilustra a foto desta matéria] ficava onde atualmente é a loja Bandeirantes, no centro da cidade.

A outra foto que está nesta matéria mostra Almerinda, e sua amiga Ana Maria dos Santos, que ajudava com a criação dos filhos do casal. “A Ana veio para ajudar a cuidar das crianças e acabou ficando para sempre conosco, ela era parte da nossa família”, explica Inês.

Ainda no início dos anos 60, Ernesto, trabalhava com agricultura, e o armazém, onde vendia produtos coloniais e também secos e molhados. “Meu pai faleceu muito cedo, e logo minha mãe teve que batalhar por todos, ela fazia até sorvete para vender”, comenta Inês, lembrando que os filhos também ajudavam a matriarca nos cuidados com o bar e a venda das passagens. “Nessa época já morávamos na casa nova, que também tinha o bar no primeiro piso. Era de material, e meu pai havia construído ao lado da antiga”, lembra.

Inês conta com carinho que sua mãe era comerciante por amor, e que trabalhou no bar/lanchonete rodoviária até quando teve saúde, em meados dos anos 2000, vindo a falecer anos depois. “Logo que ela parou de trabalhar como comissionada a nova rodoviária foi construída pela família do Aliceu Peserico”, finaliza.

 


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