22/12/2015 às 10h33min - Atualizada em 22/12/2015 às 10h33min

Padre Irineu Paulo Paetzold celebrará 25 anos de Ordenação Sacerdotal

Palmassolense irá realizar duas celebrações: Dia 26, na Igreja Matriz e no dia 27, no distrito de Cerro Azul

O padre Irineu Paulo Paetzold nasceu em 8 de julho de 1954, em Campina das Missões, no Rio Grande do Sul, mas em 1960 veio para Palma Sola, morar na comunidade Novo Cerro Azul, atual distrito Cerro Azul. Na comunidade viveu sua infância e juventude, sempre com o espírito voltado a serviço da comunidade.

“Eu sempre senti a vocação, quando tinha 10 anos já pensava em seguir a vida religiosa, e sempre fui incentivado pelos meus pais, Pedro e Tereza Paetzold, que já são falecidos”, lembra o padre.

Aos 19 anos, foi escolhido para a função de Ministro da Eucaristia e da Palavra. Fez seus estudos iniciais na comunidade, e posteriormente no Colégio Peperi, em São Miguel do Oeste, concluindo seu ensino de segundo grau, em Cascavel, em um curso supletivo. “Eu fiquei dois anos no Colégio Peperi, mas acabei desistindo. Após, acabei assumindo o trabalho do meu pai, que era professor na escola da comunidade de Cerro Azul. Fui professor ali por sete anos, só parei quando ela se tornou Escola Básica Estadual”, explica.

Foi m 1983, que sentindo o chamado, ingressou no Instituto de Filosofia Berthier, dos Missionários da Sagrada Família, em Passo Fundo. Em 1986 fez o noviciado em Catuípe, professando seus primeiros votos de vida consagrada: obediência, castidade e pobreza. Em fevereiro de 1987 foi fazer seu estágio na Paróquia de Caíbi, ano em que acompanhou um grupo de seminaristas como orientador, e exerceu a função de professor de Ensino Religioso, no Colégio Dom Pedro II.

Em 1988, o padre iniciou seus estudos de Teologia, no Instituto Missioneiro de Teologia em Santo Ângelo. Sua ordenação aconteceu em Palma Sola, no dia 15 de dezembro, de 1990, sendo feita pelo sacerdote Bispo Dom José Gomes.

Seus primeiros dois anos como sacerdote foram no Seminário de Santo Ângelo, depois trabalhou como vigário na Paróquia São José Operário, de Maravilha, e também como animador Vocacional da Província dos Missionários da Sagrada Família. Em 1999 foi transferido para a Paróquia São José Operário, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Em 2005 foi trabalhar na Paróquia Santo Antônio, em Santo Ângelo. Em novembro de 2007 foi para a Paróquia de São Judas Tadeu, em Palmitos, onde está até hoje.

O ano de 2015 é especial para o Padre Irineu, pois celebra seu Jubileu de Prata Sacerdotal. O lema para sua vida sacerdotal é: “Eu vim para servir”, tendo como símbolo o gesto do lava pés de Jesus Cristo.

No dia 15 de dezembro realizou a celebração pelos 25 anos de sua vida sacerdotal na Paróquia São Judas Tadeu, de Palmitos; no dia 24 será feita na Paróquia São José do Operário, na Ilha do Governador; no dia 26, às 19h acontece na Igreja Matriz de Palma Sola, e no dia 27, às 10h, na Igreja da comunidade do distrito de Cerro Azul.

Confira uma breve conversa que tivemos com o padre Irineu Paetzold:

 

O que é ser padre?

Primeiramente é responder uma vocação. É um chamado de Deus para servir, e viver no Ministério Sacerdotal. É ter em si além do sentimento de humanidade, o espírito de ser voltado para a oração. É viver uma vida espiritual, sendo uma pessoa que se disponha sempre a servir. Não é um trabalho, é uma vocação, uma vida.

A vocação é diferente da profissão. Na profissão você tem horário, o expediente termina. Ser padre, é como o papel de mãe, é 24 horas por dia.

 

Como é sentir a vocação?

Ter sido chamado e respondido, isso é a vocação. Eu me sinto feliz em celebrar a eucaristia. E isso não significa rezar a missa, porque posso rezar muitas missas, mas todas são diferentes. Os fies que ali estão, são diferentes. Isso muda dentro da realidade de cada lugar.

A relação que o espírito santo me deixa ter com a comunidade me faz feliz. Sou um transmissor e testemunha da palavra de Deus. Quem vive essa felicidade encontra respostas. E isso vale para o povo, que participa, vive e celebra.

Eu sempre senti o chamado, mas foi uma opção tardia, se comparada aos demais padres. No entanto, sempre tive certeza da minha caminhada.

 

Como vê, para o catolicismo, o Papa Francisco, que é latino?

Tem sido uma vinda positiva, porque ele vem de uma região, onde há muito tempo nunca havia surgido um líder católico tão forte. Os papas sempre foram da Europa, e o fato de ter saído da América do Sul, abriu perspectivas, ainda mais ele com o espírito Francisco, inspirado em São Francisco de Assis.

O Papa Francisco deu um impulso de sair de dentro da igreja. Não podemos esperar que as pessoas venham. Ele tem carisma, e nos traz também outras religiões, o ecumenismo se fortalece. Não é a construção da uniformidade, mas uma unidade, onde há respeito uns com os outros.

 

Que mensagem deixa para o Natal?

A preparação do advento é um período próprio para fazer uma reflexão sobre o Natal. Questionarmos onde Jesus renasce dentro de nós? Recordar, celebrar e aceitar ele como aniversariante. Temos que dar esse espaço a Ele.

Também devemos fazer festa, mas Jesus as vezes fica esquecido. Eu diria para os fies terem coragem e convicção, perder a vergonha de rezar e agradecer por Jesus ter nascido, e ter vindo nos salvar.

Desejo que a esperança do Natal se renove para todos. Em 1º de janeiro, o Dia Mundial da Paz, peço que sirvam. Que se doem e sejam bondosos.

Estar em Palma Sola para celebrar o ano jubilar é marcante. Revejo minha família, amizades e a comunidade onde prestei serviços. Agradeço a Deus por esse momento em minha vida. 


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