07/01/2016 às 13h56min - Atualizada em 07/01/2016 às 13h56min

Chuvas e menos consumo dão alívio ao setor elétrico em Santa Catarina e no país

Santa Catarina
Imagem Ilustrativa

A atual situação de retração da economia brasileira resultou ao menos em uma coisa boa para o brasileiro: a recuperação dos reservatórios de hidrelétricas. Isso deve influenciar diretamente na revisão tarifária periódica que a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) deve aplicar em agosto, com a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Ao contrário de 2015, quando a conta de energia chegou a aumentar 40% com a série de medidas que alteraram a conta do consumidor, este ano os especialistas calculam um acréscimo bem mais tímido na conta, se aproximando da inflação.

Em 2015, não faltaram medidas para aumentar o valor pago pelo consumidor. Logo em janeiro, a Aneel acionou o funcionamento do sistema de bandeira tarifária, que prevê três fases de cobrança na conta do consumidor, dependendo do sistema energético nacional. No mês seguinte, o governo federal aplicou um reajuste extraordinário médio de 23,4%.

Para completar o ano, em agosto a Celesc teve a permissão de acréscimo de 3,61% no reajuste anual. Para o presidente da companhia, Cleverson Siewert, este ano a história deve ser bem diferente.

— O ano de 2016 é de revisão tarifária, algo que ocorre a cada quatro anos na Celesc. Nossa expectativa é de redução na tarifa — afirma Cleverson.

A revisão tarifária ocorre na mesma época do reajuste anual da concessionária, que no caso da Celesc é 7 de agosto. No entanto, de acordo com a Aneel, o processo de análise da alteração do custo envolve despesas operacionais da empresa e até audiências públicas.


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