21/01/2016 às 10h50min - Atualizada em 21/01/2016 às 10h50min

Aumenta número de crianças e jovens fora da escola em SC, aponta pesquisa

Santa Catarina
Imagem Ilustrativa

Apesar de apresentar bons indicadores educacionais, Santa Catarina ainda tem muito o que avançar. É o que aponta o levantamento divulgado nesta semana pelo movimento Todos Pela Educação (TPL), elaborado a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Aumentou o número de crianças e jovens fora das escolas em SC. Em 2014, eram 90.413 catarinenses longe das salas de aula - em 2013 eram 87.535 - o que fez o Estado sair de 93,4% para 93,1% na taxa de alunos matriculados. Além disso, SC apresentou o menor crescimento do país em relação ao percentual de crianças e jovens entre 4 e 17 anos matriculados na escola na última década. Desde 2005, esse número cresceu 0,8 pontos percentuais  (média brasileira foi de 4,2).

A presidente-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, lembra que o Estado parte de patamares mais altos que a média brasileira, por isso é de se esperar que não cresça tanto quanto os outros, que têm muito mais o que avançar. Mas faz um alerta, baseada no tamanho e na situação socioeconômica de SC:

— Se tem um Estado que teria obrigação de ter resultados muito melhores é Santa Catarina. É um Estado que poderia dar muito mais — reforça.

A pesquisadora do programa de mestrado e doutorado em Educação da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) Cássia Ferri pondera que esse crescimento tímido na proporção de alunos matriculados no Estado não significa que SC não atende à demanda, afinal o Estado sempre aparece bem colocado em critérios educacionais.

Os dados sobre a faixa pré- escolar são outro destaque do levantamento, pois no Brasil houve um avanço de 17 pontos percentuais em uma década. Em SC, esse aumento foi de 12 pontos. A evolução tem motivações evidentes, garantem as especialistas. A emenda constitucional número 59, de 2009, estabeleceu que, a partir de 2016, a universalização do acesso, antes obrigatória na faixa dos seis aos 17 anos, passa a abranger também as crianças em fase pré- escolar.

— SC tem histórico de um maior cuidado com as crianças pequenas antes da emenda. Mas agora apostamos que esse movimento se fortaleça com a obrigatoriedade e que não é mais opção da prefeitura — defende Cássia, que acrescenta, porém, que muitas cidades no Estado não têm infraestrutura para atender a essa demanda e agora precisam investir mais em creches e escolas. Fonte/Diário Catarinense


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