21/01/2016 às 10h54min - Atualizada em 21/01/2016 às 10h54min

Lideranças do agronegócio cobram medidas urgentes para combater aumento do preço do milho em SC

Santa Catarina
Fonte/Diário Catarinense

Lideranças do agronegócio aproveitaram a visita do governador Raimundo Colombo (PSD) a Chapecó nesta quarta-feira para entregar uma carta de reivindicações ao governo do Estado e ao governo Federal. No documento, eles pedem medidas urgentes para baratear o alto custo do milho. Em 90 dias o valor do grão subiu de R$ 27 para R$ 42 a saca. Eles alertam que esse aumento, superior a 50%, ameaça causar pesados e irreversíveis prejuízos à avicultura e à suinocultura. 

O documento foi assinado pelo presidente da Organização das Cooperativas de SC (Ocesc), Marcos Antônio Zordan, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc), José Zeferino Pedrozo, e pelo presidente da Coopercentral Aurora Alimentos e diretor de agronegócio da Fiesc, Mário Lanznaster.

Na carta, eles pedem a intervenção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no sentido de abrir leilões para venda de milho e promover a transferência dos estoques do centro-oeste brasileiro para o Sul. E também cobram a concessão de subsídio de R$ 10 por saca de milho transportada do centro-oeste para Santa Catarina a ser deduzida dos créditos de PIS e Cofins que as indústrias da carne têm junto à Receita Federal.

De acordo com eles, é preciso estancar rapidamente essa crise do milho, caso contrário, milhares de produtores e muitas agroindústrias de pequeno e médio porte fecharão suas portas, provocando milhares de desempregos na cidade e nova onda de êxodo rural no campo. O governador se comprometeu em levar as reivindicações ao governo federal. 


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