A Secretaria de Assistência Social em parceria com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), de Guarujá do Sul, desenvolvem diversas oficinas voltadas a crianças, adolescentes e mulheres, com o objetivo de fortalecer vínculos, promover o convívio comunitário e incentivar o desenvolvimento de habilidades.
De acordo com a secretária de assistência social, Eloisa Pitt Paz, as oficinas têm caráter educativo, social e afetivo. Nas segundas e quartas, às crianças e adolescentes participam de atividades como dança, jiu-jitsu, escultura e laboratório de circo, além de receberem alimentação completa durante o período: “É um trabalho intenso, mas gratificante. Muitos vêm em contraturno escolar, passam boa parte do dia conosco e se sentem acolhidos”, comenta a secretária. As oficinas envolvem cerca de 86 participantes, entre 6 e 17 anos de idade.
As oficinas são ministradas por profissionais que utilizam a arte e o movimento como instrumentos de convivência e expressão. A professora Carla Vanice Klunck, conduz as aulas de dança, com coreografias de ritmos variados, como hip hop, zumba e reggaeton. Para ela, a dança vai muito além do movimento: “Ela ajuda a liberar tensões, trabalhar emoções e fortalecer o espírito de equipe. As crianças aprendem a conviver, a respeitar o outro e a expressar seus sentimentos”, destaca.
Já o professor de escultura e de laboratório de circo, Samuel Reolon utiliza a escultura e o circo como ferramentas para proporcionar experiências criativas e momentos de confiança. Suas atividades incluem entalhe em madeira, perna de pau, malabarismo e monociclo. “Mais do que ensinar técnicas, busco criar um espaço onde eles possam ser crianças, falar sobre o que sentem e perceber que têm alguém em quem confiar. A arte é só o meio para isso acontecer”, explica.
Além das oficinas com o público infantil e juvenil, o Cras mantém um cronograma semanal com os grupos de mulheres atendidas pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), as oficinas envolvem 108 mulheres. As atividades acontecem três vezes por semana na sede e nos grupos do interior, nas comunidades de Barro Preto, Possato, Maidana, Pessegueiro e Baixo Arara. Nessas oficinas, são desenvolvidos trabalhos manuais como crochê, tricô e bordado, sempre acompanhados por momentos de convivência e lanche.
Eloisa destaca que o impacto das ações vai muito além do aprendizado técnico. Muitas mulheres relatam que esses encontros ajudam a melhorar o humor, aliviar a solidão e trazer alegria à rotina.
Mais do que oficinas, o trabalho desenvolvido pela Assistência Social e pelo CRAS representa um espaço de acolhimento, convivência e transformação, onde cada participante é convidado a se expressar, aprender e compartilhar momentos de alegria.