A Secretaria de Obras de Palma Sola precisou acionar a Polícia Militar após um morador mexer sem autorização em uma estrada municipal recém patrolada. O secretário Giovani José Raday relatou que, na segunda-feira, a equipe tinha feito o serviço completo: patrolamento, compactação e acabamento. “Ficou ‘filé’”, resumiu.
No dia seguinte, porém, um morador começou a puxar terra para a via com trator e concha. A intervenção provocou reclamações de outros usuários da estrada, especialmente depois da chuva, que transformou o trecho em um barro pesado e praticamente intransitável. Raday foi cobrado pelos usuários para resolver a situação.
Na noite de quarta-feira, por volta das 19h30, o mesmo homem voltou a mexer na estrada. Ao chegar no local e flagrar a cena, o secretário acionou a PM. Segundo ele, o trabalho do morador estava danificando a estrutura recém recuperada e configurando intervenção ilegal em patrimônio público.
A polícia foi até o ponto para orientar e conversar, mas o operador abandonou o trator e fugiu para o mato. Mesmo assim, os policiais conseguiram identificá-lo e registraram a ocorrência.
O caso agora seguirá para a delegacia. Conforme Raday, o morador deve responder por dano ao patrimônio público.
Mexer em patrimônio público significa alterar, danificar ou usar bens pertencentes ao município sem autorização. No caso das estradas, qualquer movimentação de terra, abertura de valetas, alterações na base da via ou bloqueio de boeiros e desaguadores pode comprometer a estrutura, causar prejuízo ao erário e gerar responsabilidade criminal a quem executa o ato.
A orientação da Secretaria de Obras é clara: ninguém deve mexer em estradas municipais ou bens públicos por conta própria. Além do risco de dano, o serviço público acaba tendo de refazer o trabalho, desperdiçando tempo e recursos. Segundo Raday, respeitar as regras evita transtornos aos usuários, garante a qualidade das vias e impede que situações simples se tornem casos de polícia.