Pré-Balduíno ganha sua primeira biblioteca oficial
O novo espaço amplia o acesso das crianças aos livros e fortalece a rotina escolar com atividades que estimulam imaginação, autonomia e gosto pela leitura desde cedo
“Quando pega um livro bem ilustrado, a criança já se encanta”, destacou Jeferson, reforçando a importância dos materiais interativos no início da alfabetização. (Foto: Arthur Nunes)
O Pré-Balduíno, em Guarujá do Sul, recebeu pela primeira vez uma biblioteca oficial, que já começa com um acervo expressivo de livros voltados à educação infantil. A novidade marca um passo importante para o município, que passa a investir de forma mais estruturada no incentivo à leitura entre crianças de 4 a 6 anos.
Segundo o secretário de Educação, Jeferson da Rosa Soares, a administração adquiriu recentemente três coleções completas, totalizando 967 livros, em um investimento de aproximadamente R$ 45 mil. As estantes já foram montadas no espaço que agora será organizado como a primeira biblioteca oficial da unidade. Parte desse acervo também será distribuída entre as demais creches e o Pré do Pessegueiro, mas o maior volume permanece no Balduíno.
Jeferson explica que os livros escolhidos têm foco no lúdico, fundamental para crianças que estão no início do processo de alfabetização. “Nas imagens está o foco do livro. A criança pequena está no começo da alfabetização, e a imagem traz muito para ela. Quando pega um livro bem ilustrado, ela já se encanta”, destacou. Ele ressalta que esse tipo de material facilita a interação, mesmo quando a criança ainda não sabe ler.
A criação da biblioteca no Pré-Balduíno surgiu como uma surpresa planejada pela Secretaria de Educação, que decidiu presentear os pequenos com um espaço dedicado à leitura. Embora as escolas maiores já possuam bibliotecas, esta é a primeira instalada na educação infantil. A meta, segundo o secretário, é ampliar o projeto: “A partir do ano que vem queremos implantar uma biblioteca em cada educandário”, afirmou.
As crianças já demonstraram entusiasmo com as novidades. Jeferson conta que os alunos ficaram encantados ao manusear os livros, muitos deles com texturas, lãzinhas e elementos visuais interativos. “É muito interessante ver os pequenininhos manuseando um livro. Às vezes não entendem tudo, mas quando a professora conta a história, eles gravam muito mais. A felicidade deles é gratificante”, relatou.
Os livros poderão ser levados para casa, fortalecendo o vínculo entre escola e família. Para Jeferson, isso contribui não apenas para o aprendizado, mas para a formação de futuros leitores. “Tudo começa na base. Se a gente tem uma base forte, a caminhada desse aluno vai ser melhor. Queremos melhorar cada vez mais a qualidade do ensino e da aprendizagem no município”, concluiu.
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