Alunos transformam história de Palma Sola em teatro

Encenação criada por alunos do 4º ano do NEF Libório Kuhn transformou a história de Palma Sola em narrativa coletiva, unindo criatividade, identidade cultural e participação da comunidade fortalecendo laços

Por Arthur Nunes-Palma Sola

Crianças do NEF Libório Kuhn deram vida à história de Palma Sola por meio de pesquisa, escrita coletiva e teatro, mostrando dedicação e criatividade no processo de aprendizado colaborativo. (Foto: Igor Vissotto)

No Centro de Eventos, os alunos do 4º ano do NEF Libório Kuhn protagonizaram uma noite inesquecível. Entre apresentações, uma se destacou: a encenação do livro “Liz e o Segredo de Palma Sola”, que contou a história do município a partir da imaginação e colaboração de diversas crianças.

O projeto, conduzido pela professora Mayara Benetti, convidou os alunos a explorarem a origem de Palma Sola, transformando a história local em narrativa viva. Cada estudante criou sua própria versão do surgimento da cidade, e os trechos mais criativos foram unidos em um texto coletivo, que serviu de base para a encenação.

Segundo Mayara, a ideia surgiu com a chegada do mascote Palmeirinho à escola. “O projeto sugeriu a produção de um texto, mas minha turma foi além: criamos uma história e demos vida ao mascote, que se tornou personagem central do enredo”, explica. O objetivo pedagógico foi claro: aproximar os alunos da história e da identidade cultural do município, desenvolvendo expressão oral, escrita e trabalho coletivo.

A preparação da apresentação envolveu diversas etapas. Os estudantes participaram de rodas de conversa sobre os primeiros colonizadores, transformações do município, patrimônio histórico e espaços de memória. Em seguida, produziram textos autorais, revisaram coletivamente, criaram o roteiro teatral e ilustrações das cenas, e ensaiaram com figurinos e objetos do acervo da comunidade.

O envolvimento da comunidade foi essencial. Familiares e moradores cederam objetos antigos e ajudaram com figurinos, garantindo que a encenação refletisse a realidade histórica da colonização. “A participação das crianças e dos familiares fortaleceu o sentimento de pertencimento e identidade cultural”, destaca Mayara.

Durante a apresentação, foi possível notar o entusiasmo dos alunos. Sentindo-se protagonistas do aprendizado, eles demonstraram orgulho ao contar a história da própria cidade. A atividade estimulou não apenas habilidades artísticas, mas também cooperação, autonomia e valorização da identidade local.

O projeto também contemplou a criação de um livro ilustrado, que deve ser lançado em breve, mantendo viva a narrativa que nasceu do esforço coletivo das turmas do quarto ano. Mayara planeja expandir a metodologia no próximo ano, incluindo entrevistas com moradores antigos, linhas do tempo ilustradas e mapas de origem das famílias, aprofundando o estudo da migração e da história local.

Com esta iniciativa, o NEF Libório Romildo Kuhn mostrou que aprender sobre a própria cidade pode ser uma experiência divertida, criativa e enriquecedora. A encenação reforçou a importância de valorizar a história de Palma Sola e demonstrou que crianças podem, sim, contar grandes histórias.

 

 

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