O Centro de Educação Infantil (CEI) Anjo da Guarda, de Campo Erê, vem reforçando suas práticas pedagógicas com propostas que valorizam a identidade, as vivências e o protagonismo das crianças. Com uma equipe de 33 profissionais, o CEI aposta em espaços lúdicos e experiências diversificadas para estimular o desenvolvimento integral na primeira infância.
A diretora do CEI, Sãmelita Martins, explica que o trabalho da instituição é pensado a partir das vivências reais das crianças: “Priorizamos a aprendizagem por meio de experiências. Criamos espaços lúdicos e microcenários onde elas possam vivenciar, explorar e, assim, desenvolver a aprendizagem”, destaca. Segundo ela, a construção desses ambientes é parte essencial da proposta pedagógica do CEI.
No Pré-2, as professoras Joice Cristine Backes Rodrigues, Francielly Rafaela Schmitz da Rocha e Luciana Jacovas, iniciaram o ano letivo com um planejamento coletivo que busca manter sintonia entre as seis turmas. O foco inicial tem sido a identidade das crianças, trabalhada por meio de diferentes propostas: “Começamos explorando a história da escrita com argila. As crianças registraram seus nomes e depois, seguimos com outras propostas para que tivessem várias oportunidades de construir e reconhecer seu nome”, explica a professora Joice.
O trabalho envolve jogos pedagógicos: “Construímos o bingo do nome e exploramos a matemática dentro dele, contando letras, montando gráficos e mostrando a função social do nome”, acrescenta Joice.
A professora Francielly, reforça que o planejamento conjunto permitiu desenvolver ações ainda mais significativas. Uma delas foi a confecção simbólica do RG das crianças: “Trabalhamos a importância desse documento, o que ele representa, e criamos um modelo lúdico para que eles compreendam a necessidade de ter algo que os identifica. Esse RG será utilizado em alguns momentos, como passeios, para reforçar esse entendimento”, explica.
Outra proposta central é a construção da linha do tempo pessoal: “Estamos trabalhando as memórias do crescimento. As crianças exploram fotos, lembranças e imagens desde quando eram bebês até hoje. Isso reforça a identidade, o pertencimento e o reconhecimento de que cada história é única e especial”, afirma Franciele.
Para ela, o resgate das memórias trouxe momentos significativos: “Hoje as crianças reviveram situações da infância, reconheceram elementos de suas histórias e compartilharam com os colegas. Tudo isso fortalece a compreensão de quem são e de como fazem parte do mundo”, completa.
As propostas seguem em desenvolvimento ao longo do ano e fazem parte do compromisso do CEI Anjo da Guarda com práticas pedagógicas sensíveis, humanizadas e coerentes com a primeira infância.