CEI Anjo da Guarda amplia propostas pedagógicas

Trabalho coletivo das professoras do Pré-2, foca na construção da identidade, exploração de materiais e resgate da história pessoal das crianças em Campo Erê

Por Matheus Rizzi

As crianças do CEI Anjo da Guarda participaram de uma proposta pedagógica de confecção de um RG, para desenvolver o autoconhecimento e identificação. (Foto: Divulgação)

O Centro de Educação Infantil (CEI) Anjo da Guarda, de Campo Erê, vem reforçando suas práticas pedagógicas com propostas que valorizam a identidade, as vivências e o protagonismo das crianças. Com uma equipe de 33 profissionais, o CEI aposta em espaços lúdicos e experiências diversificadas para estimular o desenvolvimento integral na primeira infância.

A diretora do CEI, Sãmelita Martins, explica que o trabalho da instituição é pensado a partir das vivências reais das crianças: “Priorizamos a aprendizagem por meio de experiências. Criamos espaços lúdicos e microcenários onde elas possam vivenciar, explorar e, assim, desenvolver a aprendizagem”, destaca. Segundo ela, a construção desses ambientes é parte essencial da proposta pedagógica do CEI.

No Pré-2, as professoras Joice Cristine Backes Rodrigues, Francielly Rafaela Schmitz da Rocha e Luciana Jacovas, iniciaram o ano letivo com um planejamento coletivo que busca manter sintonia entre as seis turmas. O foco inicial tem sido a identidade das crianças, trabalhada por meio de diferentes propostas: “Começamos explorando a história da escrita com argila. As crianças registraram seus nomes e depois, seguimos com outras propostas para que tivessem várias oportunidades de construir e reconhecer seu nome”, explica a professora Joice.

O trabalho envolve jogos pedagógicos: “Construímos o bingo do nome e exploramos a matemática dentro dele, contando letras, montando gráficos e mostrando a função social do nome”, acrescenta Joice.

A professora Francielly, reforça que o planejamento conjunto permitiu desenvolver ações ainda mais significativas. Uma delas foi a confecção simbólica do RG das crianças: “Trabalhamos a importância desse documento, o que ele representa, e criamos um modelo lúdico para que eles compreendam a necessidade de ter algo que os identifica. Esse RG será utilizado em alguns momentos, como passeios, para reforçar esse entendimento”, explica.

Outra proposta central é a construção da linha do tempo pessoal: “Estamos trabalhando as memórias do crescimento. As crianças exploram fotos, lembranças e imagens desde quando eram bebês até hoje. Isso reforça a identidade, o pertencimento e o reconhecimento de que cada história é única e especial”, afirma Franciele.

Para ela, o resgate das memórias trouxe momentos significativos: “Hoje as crianças reviveram situações da infância, reconheceram elementos de suas histórias e compartilharam com os colegas. Tudo isso fortalece a compreensão de quem são e de como fazem parte do mundo”, completa.

As propostas seguem em desenvolvimento ao longo do ano e fazem parte do compromisso do CEI Anjo da Guarda com práticas pedagógicas sensíveis, humanizadas e coerentes com a primeira infância.

 

 

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