Maior nó de pinho vira símbolo da colonização em Palma Sola
Peça de nó de pinho com cerca de 2 mil anos, está exposta no museu colonial de Palma Sola e chama atenção pelo tamanho e pela resistência natural da madeira
Nó de pinho que pesa 21 kg, mede cerca de 80 centímetros de circunferência e 1,10 metro de comprimento, encontra-se preservado e exposto no museu de Palma Sola como símbolo da colonização. (Foto: Ana Antonelli)
Um dos maiores nós de pinho já encontrados na região está exposto no Museu da Colonização José Felício Jung de Palma Sola. A peça que pesa 21 kg, mede cerca de 80 centímetros de circunferência e 1,10 metro de comprimento, se tornou um dos principais atrativos do espaço.
De acordo com o professor e historiador Rosalino Siqueira, responsável pelo acervo, o material tem valor histórico e simbólico. “Acreditamos que seja um dos maiores da região exposto em museus. Ele representa muito a época dos desbravadores e a ligação com o pinheiro, que marcou a colonização aqui”, explica.
O nó foi encontrado pelo morador Desidério Bracht, na região do Distrito de Idamar, em Dionísio Cerqueira-SC, e posteriormente doado ao museu de Palma Sola. Desde então, permanece preservado no local, praticamente sem alterações.
Além do tamanho incomum, a peça chama atenção pela durabilidade. Segundo Rosalino, o nó de pinho possui uma resina natural que impede a entrada de água e a ação de insetos, o que evita a decomposição. “Ele não apodrece como outras madeiras. Por isso, era muito utilizado antigamente para manter o fogo aceso por mais tempo”, afirma.
Na época da colonização, antes do uso de gás, o nó de pinho era essencial no dia a dia das famílias. Utilizado nos chamados “borraios”, ele mantinha a brasa ativa até o dia seguinte, facilitando a rotina. Além disso, era usado como fonte de luz, uma lasca do nó era acesa para iluminar o caminho em deslocamentos noturnos.
Estudos indicam que a peça exposta pode ter aproximadamente dois mil anos. Mesmo assim, segue intacta desde que passou a integrar o acervo, ainda nos primeiros anos de organização do museu, iniciado em 2007 e aberto ao público em 2011.
Rosalino destaca que o tamanho do nó está diretamente ligado ao porte da araucária de onde se originou. “Ele é o alicerce do galho. Pelo tamanho desse aqui, dá para imaginar o tamanho do pinheiro que tinha”, comenta.
Museu se reorganiza e convida comunidade a contribuir com acervo
O professor reforça o convite para visitação. O museu passou recentemente por mudanças e segue em processo de reorganização. Visitas podem ser feitas em horário comercial, e grupos maiores devem agendar com antecedência.
Além disso, a equipe do museu incentiva a comunidade a contribuir com o acervo, seja com objetos antigos, fotos ou outros materiais históricos. Os itens podem ser doados ou emprestados para exposição.
O Rosalino agradece o apoio da Secretária de Agricultura, Maristela Girardi, popular Teya, e da Administração Municipal pelo incentivo às ações de preservação histórica.
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