Há festas que terminam quando o último prato é recolhido e a última música silencia. Outras permanecem vivas por muito tempo, porque deixam algo maior do que lembranças. Deixam exemplos.
A Festa do Colono e Motorista de Palma Sola, realizada no último domingo, 2 de agosto, é uma dessas celebrações. Ela não é construída apenas com churrasco, missa, benção de veículos, encontros e confraternização. Ela é erguida, ano após ano, pelo trabalho silencioso de dezenas de pessoas que doam tempo, disposição e talento sem esperar reconhecimento.
Neste ano, aproximadamente 100 voluntários estiveram envolvidos diretamente na organização. Homens e mulheres que abriram mão de horas com suas famílias para servir à comunidade. Gente que trabalhou antes, durante e depois da festa, muitas vezes longe dos holofotes, mas indispensável para que tudo acontecesse.
O resultado fala por si. A expectativa é de que o evento ultrapasse R$ 100 mil de lucro, um valor expressivo para uma comunidade do porte de Palma Sola. Mas talvez o maior patrimônio arrecadado não seja financeiro. É o fortalecimento do espírito comunitário, algo que nenhuma planilha consegue medir.
Vale lembrar que a Igreja Matriz não pertence a um padre. Os sacerdotes cumprem sua missão, deixam sua contribuição e, com o tempo, seguem seus caminhos. Assim sempre foi e assim continuará sendo. A igreja, porém, permanece. Ela pertence à comunidade. É sustentada pela fé, pelo trabalho e pelo compromisso das pessoas que vivem aqui.
Por isso, quando alguém dedica dias e dias para organizar uma festa como essa, não está trabalhando para um padre específico, nem para uma diretoria passageira. Está investindo na própria comunidade, ajudando a preservar um patrimônio que atravessa gerações e continuará servindo às próximas.
Em tempos em que tantas pessoas preferem apenas apontar defeitos ou esperar que outros façam, é reconfortante ver dezenas de voluntários mostrando que o verdadeiro progresso nasce quando cada um oferece um pouco de si.
A todos que colaboraram com a Festa do Colono e Motorista, ficam os parabéns e, acima de tudo, o reconhecimento. Palma Sola é uma cidade melhor porque ainda possui pessoas que entendem que servir à comunidade é uma das formas mais nobres de construir o futuro.
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