06/08/2015 às 08h13min - Atualizada em 06/08/2015 às 08h13min

Quartel de Anchieta é tema de debate

Segundo os Bombeiros o quartel só poderá ser inaugurado caso a Prefeitura cumpra o convênio

Francieli Perondi
Anchieta
ASO/Francieli Perondi

Na tarde de sexta-feira, dia 31, reuniram-se no quartel do Corpo de Bombeiros de Anchieta todos os vereadores do município e o 1º tenente João de Moura Miranda, comandante da companhia de Maravilha. O objetivo da reunião foi esclarecer para os vereadores o porquê do quartel que irá atender Anchieta e Romelândia, ainda não estar funcionando. Os vereadores de Romelândia também foram convidados a participar da reunião, mas nenhum se fez presente.

Conforme explicou o tenente Moura, no final de maio foi realizado uma audiência pública em Anchieta para discutir o assunto. No início de junho, após análises de viabilidade, a Prefeitura encaminhou para os bombeiros um documento com termos que o município se comprometia em cumprir. O documento foi formalizado como convênio a pedido dos bombeiros.  

No entanto, segundo os Bombeiros, nada foi cumprido até agora. “O Estado fez o que se comprometeu em fazer, mesmo tendo falta de efetivo e equipamentos, destinou dois bombeiros que já trabalham aqui, e os equipamentos também estão assegurados. No entanto, mais uma vez o município não cumpriu sua parte”, lamentou Moura.

A equipe do jornal Sentinela entrou em contato com o prefeito Ari Prestes, e sua Assessoria de Imprensa, que informou que por não ter sido convidado a participar da reunião, e nem informado do que foi discutido após, prefere não se manifestar.  

Finalizando, o tenente Moura explicou que a realização da reunião, foi para que os vereadores, representantes da comunidade, e a população em geral, se mobilizem. “É preciso que haja uma mobilização, caso contrário, se a Prefeitura não honrar o contrato, o quartel não vai ser inaugurado. Hoje os bombeiros arrecadam R$ 32 mil nas vistorias, sendo R$ 17 mil em Anchieta e R$ 15 mil de Romelândia. Esse valor é insuficiente para manter o quartel, e se ele não pode ser mantido, não será inaugurado”, esclareceu.

 

Sobre o quartel         

Conforme relato do Corpo de Bombeiros a aproximação entre o Estado e o município para a construção do quartel começou em 2006. Em 2011 foi firmado o primeiro convênio. Em 2012 criada uma lei que autorizava o município a ceder uma área para a construção do quartel. A estrutura de aproximadamente 750m² está construída ao lado do trevo de acesso à cidade. A obra foi orçada em R$ 375 mil. Seriam R$ 200 mil do Estado e mais R$ 175 do município. A estrutura está pronta, em condições de atender a população, contudo resta o poder público municipal cumprir sua parte. 


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