27/06/2020 às 09h38min - Atualizada em 27/06/2020 às 09h38min

Palmasolense relata sua experiência durante o confinamento na França

Regiano Bregalda, que integra o Programa de Pós-Graduação em Educação realiza seu doutorado sanduíche na École des Hautes Édudes em Sciencies Sociales em Paris, desde setembro do ano passado

O palmassolense Regiano Bregalda, doutorando em Educação através da Universidade de Passo Fundo (UPF), foi contemplado em 2019, com uma bolsa de estudos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para realizar uma parte de seus estudos na École des Hautes Édudes em Sciencies Sociales (EHESS) e no Fonds Ricœur (vinculado ao Institut Protestant de Théologie), em Paris, França. A pesquisa desenvolvida por Regiano está relacionada à temática da formação do sujeito, e, para desenvolvê-la recupera o pensamento do filósofo francês, Paul Ricoeur.  

Para o doutorando, a escolha pelo país de destino, se deve por três motivos principais: o primeiro está relacionado à biblioteca pessoal de Ricoeur, que contém mais de 12.000 exemplares e que foi doada pelo autor; o segundo é a supervisão do professor Johann Michel, um dos grandes comentadores da obra de Ricoeur, que o acolheu e aceitou orientar sua pesquisa e o terceiro, deve-se ao vínculo com a EHESS, que por ser uma grande e importante instituição, lhe possibilita a realização de diversas atividades.

Experiência relatada por Regiano
“Quando cheguei, pleno outono, a cidade estava repleta de alegria e vivacidade. Foi então que me debrucei sobre cursos, pesquisas, orientações, acessei bibliotecas, segui grupos de pesquisa e partilhei saberes com pessoas de muitas nacionalidades; sendo um tempo ímpar, intenso, significativo e produtivo. No começo deste ano, os canais jornalísticos começaram a noticiar um vírus até então desconhecido. Foi então que, os jornais franceses começaram a intensificar as notícias e a importância dos cuidados pessoais.
Considerando minha situação de vida sobremaneira por estar em um país estrangeiro, surgiram as inseguranças quanto à permanência (saúde física e mental), mas, também, um risco de possível retorno antecipado ao Brasil, pois durante a viagem poderia contrair o vírus e/ou disseminá-lo, já que no momento eu apresentava alguns sintomas. Decidi permanecer em Paris, preservando não apenas minha saúde, como a de outros, as primeiras duas semanas do confinamento foram difíceis e preocupantes.
Após três meses do início do confinamento, a França iniciou a reabertura das atividades. Hoje, pode-se dizer que vivemos uma nova experiência, e embora ainda sob a ameaça de uma segunda onda, aparentemente as medidas tomadas pelo governo foram eficazes no combate ao vírus, no cuidado das pessoas e com um olhar atento à economia. A partir da experiência que aqui sigo vivendo até o término do tempo de meus estudos na França, considero que há um cenário distinto com relação às medidas adotadas pela França e pelo Brasil para o enfretamento da pandemia”, relata o palmassolense.
 
Amadurecimento pessoal
Além dessa realidade, Regiano reforça que essa experiência está lhe proporcionando um crescimento e amadurecimento pessoal, acadêmico, cultural e social, uma vez que lhe possibilita compreender outras formas de vida e de sociedade. Somado a isso, destaca que o contato com a língua, com materiais até então inacessíveis, com os professores, especialistas, pesquisadores da área e de todos os continentes, potencializam uma dimensão crucial do Programa de Pós Graduação em Educação (PPGE).
 
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