14/10/2020 às 08h45min - Atualizada em 14/10/2020 às 08h45min

AMEOSC proíbe eventos sociais e som ao vivo

Ainda durante a assembleia, os prefeitos discutiram sobre os efeitos da estiagem na região

Larissa Dias
Da redação
Os prefeitos e secretários de Educação dos 19 municípios que compõe a Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina (Ameosc) se reuniram, novamente, em mais uma assembleia por videoconferência. Durante a reunião, atualizaram os dados da matriz de risco para Covid-19 na região. O mapa de risco foi publicado pelo Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), bem como os novos critérios que compõem a atualização.
Levando em consideração os novos critérios, a região do Extremo Oeste passou da faixa amarela ou parâmetro alto para faixa laranja ou parâmetro grave. Levando em consideração esta classificação, os prefeitos deliberaram sobre as últimas portarias publicadas pelo Governo do Estado. Após as considerações, o presidente da Ameosc, Plínio de Castro, colocou para deliberação a proposta de retorno das aulas e reforço presencial.
Levando em consideração a nova classificação de risco da região para o Coronavírus, os presentes definiram por unanimidade pelo provável não retorno das aulas presenciais no ano de 2020, mesmo que a região retorne no mapa de risco alto ou amarelo. Nas aulas de reforço será seguido critério do Estado, auxiliando os municípios no transporte escolar e, na sequência, proporcionar gradativamente aulas de reforço, conforme portaria do Estado.
 
Eventos sociais
A partir do questionamento do prefeito Jorge Welter, de Itapiranga, sobre os eventos sociais e som ao vivo em função da região estar no parâmetro grave, deliberou-se – conforme preconiza a portaria do Estado – que nesta situação não é permitido a realização de eventos sociais e som ao vivo em clubes, bares e restaurantes.
 
Estiagem
Ainda durante a assembleia, os prefeitos discutiram sobre os efeitos da estiagem na região. Em São José do Cedro, o prefeito Plínio de Castro destacou que a falta de chuva está provocando muitos prejuízos na agropecuária, não permitindo que a cultura do milho germine bem como as demais. Além disso, segundo ele, a falta de água para os animais já é grande e para contornar este problema, são inúmeros os bebedouros abertos, transporte de água e outras medidas.
Na mesma linha, o prefeito de São Miguel do Oeste, Wilson Trevisan relatou que pela gravidade da situação já decretou situação de emergência. Ainda, enfatizou que conforme levantamento técnico no município, são mais de cinco meses que não chove para abastecer os mananciais de água. Após os relatos, o presidente propôs que cada município, a partir de suas avalições locais, fizessem seus devidos encaminhamentos de possível decretação de situação de emergência, que assim ficou deliberado por todos.
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