24/11/2020 às 16h54min - Atualizada em 24/11/2020 às 16h54min

Mais de R$ 3 milhões em propagandas eleitorais em SC

Três das cinco empresas que mais receberam pagamentos são ligadas ao impulsionamento de publicações

Larissa Dias
Da redação com informações do TSE
O valor gasto pelos candidatos nas eleições 2020 em impulsionamento de publicações em redes sociais, como Facebook e Instagram, foi o maior até hoje e, em Santa Catarina, já contabilizou mais de R$ 3 milhões. Essa cifra aponta um novo avanço na tendência de campanhas eleitorais cada vez mais voltadas para a internet, com as mídias sociais tomando um papel mais importante na política há cada dois anos.
Conforme a atualização mais recente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), três das cinco empresas que mais receberam pagamentos dos candidatos no país são ligadas ao impulsionamento de publicações nas redes sociais. Estão na lista o próprio Facebook, que recebeu R$ 16,6 milhões, e duas empresas de pagamentos que processam as transações para a rede social e outras empresas de tecnologia: dLocal, que recebeu R$ 22,3 milhões, e a Adyen, que recebeu R$ 14 milhões.
 
Candidatos catarinenses
Conforme levantamento feito pela reportagem do Diário Catarinense, os candidatos a prefeito e vereador em SC já declararam R$ 3,4 milhões gastos com impulsionamento, somando também anúncios feitos no Google. O maior valor foi injetado por candidatos do partido Novo, que lidera a lista de siglas que mais investiram nas redes sociais, com R$ 624,7 mil declarados até agora.
Na sequência vêm o MDB, com R$ 526 mil, PSDB (R$ 386 mil), Podemos (R$ 337,9 mil), PSD (R$ 231 mil), PL (R$ 204 mil), PSL (R$ 195 mil), PP (R$ 162 mil), DEM (R$ 148 mil), e PT (R$ 125 mil). Os números ainda não são definitivos, pois muitos candidatos ainda não declararam todos os valores ao TSE.
 
Prestação de contas
Todos os gastos feitos pelos candidatos durante a campanha são detalhados ao TSE. No caso dos anúncios feitos na internet, em muitos casos os candidatos declaram o pagamento para as empresas de cobrança que processam as transações, ao invés da própria rede social usada. No entanto, nas prestações de conta enviadas, os candidatos descrevem o serviço prestado, em que é possível filtrar quanto dinheiro foi injetado em anúncios no Facebook e no Instagram (que pertence ao Facebook).
 
Redes sociais
Conforme a legislação eleitoral, o impulsionamento de publicações é permitido durante a campanha, desde que algumas regras sejam cumpridas. O pagamento para patrocinar uma publicação pode ser feito apenas na página do candidato, partido ou coligação. A lei não permite o impulsionamento terceirizado por empresas ou feito por perfis pessoais de apoiadores, por exemplo.
Os candidatos só podem usar o impulsionamento de ferramentas próprias das redes sociais, como Facebook, Twitter e Instagram. No caso do WhatsApp, por exemplo, que não tem uma função de patrocínio, é proibido qualquer pagamento para anúncios. Envios de mensagens em massa, usando sistemas pagos que burlam a ferramenta, são proibidos.
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