10/12/2020 às 14h47min - Atualizada em 10/12/2020 às 14h47min

Com pouca água, Anchieta recorre a Campo Erê

Campo Erê auxiliou na exportação diária de mais de 200 mil litros de água, divididos em pelo menos 20 caminhões pipas

Da redação
A forte estiagem que assola a região baixou, drasticamente, o nível do rio Primeira Grande, de onde é realizada a captação da água que é distribuída para a população de Anchieta. Com isso, o município passou a recorrer a Campo Erê, que auxiliou no sistema de rodízio e na exportação diária de mais de 200 mil litros de água, divididos em pelo menos 20 caminhões pipas.
À redação, o responsável pela Casan de Anchieta, Oscar Risotto, relatou que a população consome, em média, mais de 500 mil litros de água. “O rio esteve fornecendo diariamente apenas 150 mil litros, mas conseguimos suprir a demanda com a água exportada de Campo Erê e de dois poços artesianos que temos no município. Felizmente, com as chuvas que registramos, o nível do rio está se normalizando, mas ainda temos muito a fazer e se preocupar”, comenta.
 
Falha ocasionada
Segundo ele, no primeiro semestre deste ano, boa parte dos agricultores que possuíam açudes em suas propriedades, exclusivamente próximo a cabeceira do rio, realizaram a secagem para conseguirem comercializar os peixes, mas não voltaram a fechar. “Quando a estiagem começou a ocasionar a falta d’água, não tínhamos para onde recorrer no município. Passamos uma temporada de muita falta, e o manancial praticamente secou, acabamos tirando um volume de água bem menor que em épocas normais”, relata.
No município, algumas medidas drásticas foram admitidas, como o fechamento de registros para dividir a água por toda a cidade. “Fechávamos eles por meio dia, e assim conseguimos dividir a água que ainda tínhamos. Enquanto um lado ficava sem água, o outro era abastecido, e assim sucessivamente. Com isso, tivemos alguns estragos nos canos, mas nada que não pudesse ser concertado”, explica.
 
Segundos planos
Estão sendo cogitadas, juntamente com o poder público, algumas ações para resolução dos problemas hídricos, que prometem resolver definitivamente o problema de abastecimento de água. “Não temos nada definido. Já estamos realizando alguns trabalhos para eventualmente exportarmos água de duas propriedades do município, caso precisarmos recorrer a um segundo plano, que não seja o município vizinho. Estamos há muito tempo conversando com as pessoas, divulgando em redes sociais o problema que estamos enfrentando e para que todos se conscientizem, felizmente, estamos tendo bons resultados”, complementa.
 
Situação atual
Há anos, o município sofre com a falta de abastecimento de água, tendo como principal fonte poços artesianos, que praticamente secam quando ocorre algum período de estiagem. Entretanto, a prefeitura, com auxílio da Casan, realiza a entrega de água semanalmente. “No interior sempre foi um grande problema, a Casan auxiliava a prefeitura e disponibilizava água para lá, só que neste ano foi ao contrário, a prefeitura nos ajudou a puxar água de Campo Erê. Foi o primeiro ano que precisamos recorrer a outra cidade para nos abastecer. Precisamos que chova bastante nos próximos dias, para que assim os reservatórios possam encher”, finaliza.
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