22/01/2021 às 14h12min - Atualizada em 22/01/2021 às 14h12min

Produtores em conjunto com o PAA

Segundo a extensionista da Epagri, Diandra Andreolla, será implantado em Guarujá do Sul o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)

Da redação
O município de Guarujá do Sul tem impulsionado a compra de gêneros alimentícios oriundos da agricultura familiar. Prova disso, é o investimento de 80% dos recursos oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sendo que a Lei exige no mínimo 30%. Esta aquisição resultou na implantação, diretamente nas escolas municipais, dos projetos: "Alimentação Saudável, um ato de amor" e "Farmácia Viva nas escolas".
Segundo a extensionista da Epagri, Diandra Andreolla, também será implantado no município o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que possui várias modalidades, entre elas, o da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), do Governo do Estado, e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Governo Federal. “O município está aderido nestas modalidades. Nelas, os processos são diferentes, mas com o mesmo objetivo, que é a aquisição de produtos para a distribuição em entidades filantrópicas, assistenciais e famílias em vulnerabilidade social”, revela ressaltando que participarão do projeto aproximadamente 10 famílias.
O propósito do PAA é facilitar a venda dos produtos da agricultura familiar. “Ainda neste mês, enquanto ocorrem as safras, iniciaremos as entregas aos beneficiários do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), em forma de cestas básicas. Já nas outras entidades, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e o hospital do município, os beneficiários desfrutaram dos alimentos por meio das refeições, no âmbito escolar. Serão atendidas cerca de 200 famílias vinculadas aos programas sociais ou que sejam compostas por pessoas acamadas ou com deficiência”, explica.
 
Processo de entrega
Uma das finalidades é manter a oferta de alimentos entregues no programa, sendo que as famílias que optaram em participar estão sendo acompanhadas para evitar prejuízos e garantir a quantidade correta e a oferta por um período maior. “Para poder fornecer os alimentos, o produtor precisa demonstrar qualidade em seus produtos, por esse motivo, todos eles possuem experiência com determinados cultivares, além de produzirem os panificados que também estão previstos na lista”, complementa Diandra.
Conforme ela, a preocupação atual é referente a estiagem, que pode atrasar as colheitas e refletir nas quantidades de produtos entregues. “As entregas serão semanais e serão montados kits para distribuição. Estaremos investindo cerca de R$ 8 mil por família neste projeto. Será disponibilizado uma grande diversidade de produtos, entre frutas, verduras e outros processados através de agroindústrias”, conclui finalizando que a importância dessa ação é clara: fomentar a agricultura e contribuir na vida de quem necessita.
 
Produtor orgânico
Entre os produtores orgânicos e fornecedores do município, está Alberto Faquim, de 53 anos, que reside na Linha Pessegueiro. Segundo ele, sua propriedade irá disponibilizar anualmente: 2 mil kg de melancia, 200 kg de abobrinha e milho verde, 400 kg de moranga cabotiá e 300 kg de melão. “Devido à estiagem, nossa plantação não está reagindo como deveria, com isso, temos uma carência de prazo de até 60 dias para entregar. Esse projeto é muito importante, conseguiremos uma renda extra, de, em média, R$ 8 mil por ano”, esclarece.
Alberto e sua esposa explicam que os agricultores precisam adquirir as sementes, plantar e cultivar os alimentos. Quando esse processo estiver concluído, precisam entregar nas datas previstas. “Os produtos que entregaremos são colhidos todos na mesma época, neste mês ou com a carência que se estende até março, iremos entregar tudo. Diferente das outras famílias, os nossos alimentos serão entregues todos de uma vez”, analisa.
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