08/03/2021 às 16h52min - Atualizada em 08/03/2021 às 16h52min

Especial Dia da Mulher: A força da mulher agricultora

As oito fases da mulher atual

Da redação
Como bem sabemos, a sociedade evoluiu desde a época em que os afazeres domésticos eram pura e simplesmente tarefas destinadas a mulher. E mudou ainda mais, desde que puderam ter liberdade para disputar espaço no mercado de trabalho, transpondo as barreiras do papel de ser apenas esposa, mãe e dona do lar. E é graças às investidas femininas sobre o poderio masculino do início da década de 1970, que hoje são duas mulheres que redigem esta reportagem.
É fato, de lá para cá muita coisa mudou, mas há ainda um grande caminho a ser percorrido em meio à constante busca por igualdade de gênero, direitos e principalmente por respeito. E é assim, com a finalidade de deixar clara a importância e legitimidade do poder de escolha de cada mulher, por sobre seu contexto e seus objetivos de vida, que o jornal Sentinela escolheu contar oito diferentes histórias, de mulheres palmassolenses, que simbolizam o empoderamento feminino.

- A força da mulher agricultora
Marines Mantelli é agricultora e mãe de dois filhos e, por este motivo, considera-se uma mulher forte e segura. Casada com o atual prefeito, Cleomar, popular Kiko, comenta que a única dificuldade em cuidar de uma propriedade, são os preços, que muitas vezes estão baixos e não valorizam o serviço prestado pelo agricultor. Sendo uma profissão como todas as outras, a motivação para continuar está no gostar. “Devemos gostar do nosso serviço, porque quando fizemos as coisas com amor, tudo vai bem, mesmo que não tenha muito lucro. Gosto da vida na roça, lidar com as vaquinhas. Aqui eu apenas cuido disso e planto as miudezas, mandioca, essas coisas. Cuido da casa”, diz. Entre seus sonhos já realizados, cita a formação da sua família. Relembra que quando Rodrigo nasceu, o mais velho, adoeceu de forma surpreendente, quase não resistindo, mas quando veio a mais nova, Patrícia, foi como uma vitória. “Tenho uma família abençoada e não desejo mais que isso. Sonho ainda em ver eles formados, com família construída, pois a maternidade é uma benção. Acredito ser o sonho de toda mulher”, conclui. Questionada se mudaria seu passado, trocando o campo pela cidade, admite que, se pudesse, teria feito, porque assim poderia estudar. “O agricultor sofre mais do que os que trabalham na cidade. Eu estudei só até a 4ª série, pois naquela época não tinha ônibus, tinha que ter parente na cidade. Considero o estudo muito importante”, esclarece. “Como primeira dama, quero homenagear todas as mulheres, tanto do campo quanto da cidade, e gostaria de dizer às agricultoras que nunca desistam, sabemos que não é fácil, mas se feito com amor, tudo se vence!”, finaliza.
 
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