11/03/2021 às 17h03min - Atualizada em 11/03/2021 às 17h03min

Economia de 75% na fatura

Link Agroflorestal investiu R$ 550 mil em painéis fotovoltaicos. A economia gerada deve pagar o financiamento em até 5 anos

Da redação
Visando a redução de custos no setor industrial, o investimento em energia fotovoltaica vem se mostrando muito eficaz, sendo esta uma das alternativas encontradas pela empresa Link Agroflorestal que terá num prazo de cinco anos economia superior a R$ 140 mil ao ano, além de produzir energia limpa.
A exigência da Empresa Link Agroflorestal quanto a implantação desse sistema em sua indústria era que o investimento não ultrapassasse o valor até então pago à Central Elétrica de Santa Catarina (Celesc): fatura média de R$ 17 mil. Assim foram colocadas 500 placas solares e acrescentados inversores que possibilitam aumentar a estrutura elétrica para mais 200 placas. A necessidade da empresa na época (fevereiro de 2020) era uma potência de 20 mil quilowatts, o cálculo deste resultou na instalação.
Conforme entrevista realizada com um dos proprietários da empresa, Rafael Link, o sistema reduzirá sua conta de energia em praticamente R$ 12 mil/mês. Ou seja o investimento – de R$ 550 mil –  se paga em aproximadamente cinco anos. Todo o sistema foi financiado em 60 vezes, a parcela mensal é de R$ 12,7 mil. Além do custo com o financiamento a empresa também possui o custo de demanda de energia contratada com a Celesc, devido a necessidade de uma cobertura na energia caso a quantidade utilizada exceda aquela fornecida pelas placas. Hoje com o aumento da produção na empresa o valor contratado mais o excedido fica em torno de R$ 5 mil/mês. Levando em consideração o valor do financiamento mais a quantia paga de energia contratada obtém-se uma média de R$ 17,7 mil. Sendo assim o valor que antes era pago à Celesc, hoje é pago em investimento. Isto também significa que daqui a cinco anos todo o investimento estará pago e passa haver uma economia real de pelo menos R$ 12 mil mês, contudo é preciso lembrar que o valor da energia aumenta ano a ano; logo em 2026 a economia deve ser ainda maior.
A instalação das placas normalmente é feita nos telhados, por ser um local inutilizável tanto em residências quanto na indústria, no caso da Link Agroflorestal a fixação das placas se deu no solo, tendo melhor aproveitamento do sol nordeste e também reduzindo custos com cabos, assim tendo mais eficiência no resgate da radiação solar e a diminuição de risco de acidentes que possam danificar as placas. A manutenção com limpeza e eventual troca de placa também deve ser levada em consideração para o bom funcionamento do sistema.
“A melhor faixa de investimento é para aqueles que gastam energia entre R$ 5 mil a R$ 15 mil/mês, devido o investimento se pagar em cinco anos” conclui Rafael Link, mas como nos informa o engenheiro civil Alex Ferraz, responsável pela instalação das placas na empresa Link, o investimento com instalação e o prazo de retorno é proporcional ao consumo de energia. Sendo assim uma empresa pagará um valor menor no investimento, porém também verá o retorno em um prazo mais longo, pois seu consumo de energia é menor.
  
Funcionamento das placas solares e do inversor
 
Os módulos fotovoltaicos são compostos por muitas células solares, e responsáveis pela conversão direta da luz em eletricidade. Feitas de materiais semicondutores, mais comumente o silício, as células solares são produzidas com uma camada positiva (com falta de elétrons) e uma camada negativa (com excesso de elétrons) que, juntas, criam um campo elétrico, assim como em uma bateria. Quando os fótons atingem uma célula solar, eles liberam os elétrons em excesso dos átomos da camada negativa, que passam para a camada positiva criando, assim, um circuito elétrico. Quando os elétrons fluem através desse circuito, eles geram eletricidade. Múltiplas células compõem um módulo fotovoltaico e vários destes são agrupados para formar um painel solar. Quanto mais painéis implantar, mais energia é gerada.
Conforme os elétrons circulam em uma direção ao redor desse circuito, os módulos fotovoltaicos produzem energia em corrente contínua (CC). No entanto, a energia que consumimos em nossas casas e empresas chega até nós como corrente alternada (CA), fazendo- se necessário o isso do inversor, este pega a eletricidade gerada pelo painel em CC e a converte em CA, por esse motivo costumam ser considerados como o cérebro do sistema. Além disso, eles fornecem proteção contra falhas elétricas e geram estatísticas do sistema, incluindo a produção de energia e rastreamento de ponto máximo de potência. Sua função mais importante, após a conversão de corrente, é a realização da troca da energia gerada com a energia da rede elétrica. Caso exista consumo no momento da geração de energia, ele irá enviá-la ao quadro de distribuição, caso não haja consumo injetará a energia da rede para o quadro de distribuição. É extremamente simples e limpo, e está ficando mais eficiente e acessível a cada ano.
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