30/06/2021 às 08h26min - Atualizada em 30/06/2021 às 08h26min

Projeto Minha Casa mais Feliz

O projeto contemplou 33 famílias com R$ 3 mil para investir na pintura e melhoria de suas casas

Douglas Guerini :Elisabete Acácia da Veiga mora em Campo Erê a 50 anos. Ela afirmava ser na Vila Feliz antes mesmo de ter sua casa contemplada com pintura.
O bairro Vila Feliz é o mais carente do município de Campo Erê. Muitas das casas não possuem abas, tem portas e janelas estragadas que não fecham direito, além disso é um bairro cinza, sem cor. Pensando em trazer mais cor e conforto aos moradores, a Secretaria de Assistência Social criou o projeto Minha Casa mais Feliz, após ser aprovado na Câmara de Vereadores o projeto teve início.
Das 60 famílias que vivem no bairro, 33 se enquadraram nos critérios para participar do projeto. Os critérios são:
  • Ter a casa própria (não pode ser alugada);
  • Ter somente uma casa;
  • Os moradores devem possuir emprego;
  • Aceitar participar de cursos de formação.
Cada família recebeu R$ 3 mil para investir em melhorias na casa. “Os moradores podem investir na colocação de forro, em cano pro fogão a lenha, muitas pessoas não possuem esse cano e as paredes acabam manchando com a fuligem, uma porta ou janela nova, ou uma reforma no banheiro. Vale lembrara que a pintura da casa é obrigatória pois queremos trazer cor para o bairro Vila Feliz” explica a prefeita Rozane Moreira.
Em contrapartida dos R$ 3 mil as famílias tiveram que participar de cursos de formação e ajudar com a mão de obra. Além disso cada contemplado deve manter o entorno de sua casa limpo, sem lixo.
Os cursos de formação irão trabalhar a boa convivência com os vizinhos e a família. O cuidado com os filhos e o incentivo a educação, a autoestima o cuidado consigo mesmo e com sua casa, deixar de lado vícios no álcool e cigarro. “Um problema recorrente no bairro é a violência intrafamiliar, que é agravada pelo álcool. Quem ministra os cursos são voluntários, pastores, psicólogas e pessoas que tem alguma formação na área de comunicação” explica Rozane.
Para as famílias que não possuem foças sépticas a prefeitura estará comprando foças coletivas, assim o esgoto não irá correr a céu aberto. “Para as famílias que tem problemas de energia, nós estamos doando o padrão. Essas ações estão sendo feitas a parte, pela prefeitura. O bairro não possui calçamento, é chão bruto. Então abrimos um processo licitatório para realizar um calçamento, isso vai deixar o bairro mais bonito e dará mais dignidade aos moradores” diz a prefeita.
O objetivo agora é disponibilizar cursos profissionalizantes para as 33 famílias. “Estou pleiteando um curso de marcenaria, já que temos falta de marceneiros no município. Estamos contentes com o projeto, é uma forma de tornar o bairro melhor. Iremos cobrara da população pare que continuem cuidando de suas casas” conta a prefeita.
Campo Erê tem um déficit habitacional muito grande, por isso a importância de desenvolver projetos habitacionais. “Começamos disciplinando, retirando as pessoas dos lugares invadidos, pois as pessoas faziam disso um negócio. Quem faz esse tipo de coisa não será contemplado pelos projetos habitacionais” finaliza a prefeita Rozane.

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