22/11/2021 às 16h39min - Atualizada em 22/11/2021 às 16h39min

Partido Socialista sai vitorioso na Venezuela, no Chile a tendência é que o simpatizante de Bolsonaro vença

A eleições na Venezuela foram as primeiras em quatro anos que contaram com ampla participação da oposição, que boicotou pleitos passados

Reprodução
Após anos de boicote da oposição, a Venezuela voltou a realizar eleições regionais e municipais no último domingo dia 21. Um pleito marcado pelo alto índice de abstenção, apenas 40% dos eleitores foram às urnas, que evidenciou a crise na oposição e reforçou o poder do chavismo como principal força política no país.
Dos 23 cargos de governadores em disputa, o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), que está no poder, conquistou 20, enquanto a oposição venceu em três estados, afirmou o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Pedro Calzadilla, ele ainda anunciou uma taxa de participação de 41,8%, com o comparecimento de 8,1 milhões dos 21 milhões de votantes que estavam registrados para comparecer às urnas
Desta vez, também houve uma observação imparcial do pleito, dado o interesse internacional em saber se o governo de Maduro poderia garantir a competição democrática. Entre os observadores de várias entidades internacionais, estavam a União Europeia, as Nações Unidas e o Carter Center, órgão especializado em processos eleitorais. Desde as eleições legislativas de 2015, em que a oposição venceu por ampla margem, a observação de entidades internacionais neutras havia sido reduzida até desaparecer.
Se em 2020 estas comissões eleitorais justificaram a sua ausência por “falta de condições democráticas”, argumento da oposição, agora, pelo menos a princípio, estão moderadamente satisfeitas.
Os venezuelanos foram às urnas em um momento raro para o país: após décadas de profunda polarização, a política deixou de ser uma das principais preocupações do povo e a dolarização de fato e a abertura econômica tornaram possível mitigar a crise, ativar produção e aliviar parcialmente as necessidades urgentes.
A campanha do partido no poder se concentrou em conquistas como a redução da taxa de homicídios e a solução da escassez com uma dolarização de fato.
No entanto, a economia da Venezuela é hoje um terço do que era há 5 anos, a produção de petróleo diminuiu e a hiperinflação gerou uma desigualdade sem precedentes na história do país.
 
Eleições no Chile

Os chilenos também foram às urnas neste domingo escolher o novo presidente do país, mas nenhum dos candidatos obteve a maioria dos votos para declarar vitória. Com isso, a disputa entra no segundo turno e será decidida no próximo dia 19 de dezembro entre José Antonio Kast, direitista e simpatizante de Bolsonaro, e o candidato da esquerda, Gabriel Boric.
Com 99,98% da apuração oficial concluída, o advogado Kast, de 55 anos, contava com 27,91% dos votos válidos enquanto o ex-líder estudantil Boric, de 35 anos, com 25,82%.
O eleito assumirá a Presidência no dia 11 de março de 2022.
Em um discurso, o presidente chileno, Sebastián Piñera, disse que foi uma “eleição limpa” e pediu aos dois candidatos que “busquem o caminho da paz, do diálogo e não do populismo e do confronto”.

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