23/11/2021 às 09h17min - Atualizada em 23/11/2021 às 09h17min

Calçada desaba e deixa 33 pessoas feridas

No centro da cidade, a cratera ficou aberta, relembrando o acidente que quase terminou em tragédia em Joinville

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Reprodução
Enquanto as luzes de Natal se acenderam para dar início à programação do Natal Cultural de Joinville, em frente à prefeitura uma verdadeira cratera se abriu, “engolindo” adultos e crianças. A noite de segunda-feira, ficou marcada pelo acidente que deixou 33 pessoas feridas.
A “calçada” que fica acima de uma das galerias da cidade cedeu e, com ela, as vítimas caíram no rio Cachoeira. O resgate aconteceu rapidamente e as vítimas foram encaminhadas ao Hospital Municipal São José e ao Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria. Todas as vítimas do acidente receberam alta durante a noite e a madrugada desta terça-feira (23).
O desabamento da estrutura que fica sobre uma galeria em frente à prefeitura causou pânico nas milhares de pessoas que estavam no evento, em outras tantas que estavam em casa com amigos e familiares.
Ainda durante a noite, técnicos, peritos e policiais estiveram no local para realizar trabalhos de varredura, perícia e mapeamento do local, que passou por obras recentemente. Além do IGP (Instituto Geral de Perícias) e da Polícia Civil, técnicos da Companhia Águas de Joinville utilizaram tecnologia de ponta para mapear toda a estrutura por baixo do asfalto e iniciar a análise. Eles apontam o comprometimento interno da estrutura da galeria, que estava abaixo da “calçada” e se estende pela região Central da cidade. Além do visível desgaste, há indícios de outras áreas comprometidas. Apesar disso, nenhum laudo deve ser emitido imediatamente.
Na manhã desta terça-feira, uma reunião entre o prefeito, Adriano Silva, e outros gestores deve definir o plano de ação.
 
Histórico
Ninguém poderia prever o ocorrido, mas a não conclusão da obra iniciada há sete anos ainda alvo de discussão na Justiça e uma CPI na Câmara de Vereadores de Joinville voltou à tona apóe tanto tempo e um rastro de obras mal acabadas.
Ainda em junho desse ano, 300 páginas de um relatório final apontaram causas, consequências e os responsáveis. Há cinco meses tudo foi encaminhado aos órgãos competentes, como Ministério Público, para que fosse feita uma investigação e indicar a possível responsabilização dos citados.  Entre eles ex-servidores, secretários, empresários e até o ex-prefeito Udo Döhler.
Entre as falhas, duplicidade de valores, mudança em projetos e até licitação feita com projeto executivo incompleto e sem orçamento adequado a representar de forma detalhada, todos os custos unitários do serviço a ser realizado


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