25 anos na agricultura e a nova fase de transformação

Com 59 anos, Valdecir Tacca fala sobre as dificuldades da vida no campo e sua adaptação ao mercado de cooperativas

Por Jéssica Rebelatto-

Família de seu Valdecir Tacca, moradores no município de Campo Erê há 25 anos. (Foto: Divulgação)

Valdecir Tacca, agricultor de 59 anos, compartilhou sua experiência e desafios na agricultura ao longo dos 25 anos que vive em Campo Erê. Natural de Abelardo Luz, ele se estabeleceu na cidade e dedicou-se à agricultura desde então. “Trabalho na agricultura desde que me conheço por gente”, diz Valdecir. Atualmente, ele possui uma propriedade onde cria um pouco de gado, ovelhas e suínos. No entanto, devido a idade avançada e problemas de saúde, Valdecir está reduzindo suas atividades com os animais. “A idade está chegando e meus filhos não querem mais continuar na propriedade”, explica. Apesar de manter a propriedade, Valdecir planeja arrendar a maior parte da lavoura, enquanto consome os animais restantes. Ele ressalta que a rotina de um agricultor é árdua, começando às 5h da manhã e se estendendo por longas horas diárias, sem folga nos finais de semana. “Muitos acham que a vida na agricultura é tranquila, mas é um trabalho puxado e exigente”, afirma. As condições climáticas adversas também representam um desafio significativo para os pequenos agricultores, impactando diretamente na produção e nos lucros. “Chuvas intensas ou muito sol podem arruinar a produção, desmotivando os agricultores”, comenta Valdecir. Além disso, ele destaca a falta de viabilidade econômica na criação de suínos, mencionando que é mais barato comprar um suíno do que criá-lo desde pequeno. “A qualidade de vida é um fator, mas economicamente não compensa”, diz. Buscando novas oportunidades, Valdecir se envolveu com a cooperativa da agricultura familiar, participando de licitações para a merenda escolar e feiras do agricultor. “O esforço é menor, porém a responsabilidade é maior. Conversar com agricultores, organizar a produção e comercializar são desafios diferentes, mas compensadores”, concluiu.
A transição por essa nova área trouxe satisfação para Valdecir, que agora se dedica a organizar a produção e a venda dos produtos da cooperativa. “Estou contente com a decisão. O esforço é menor, mas a preocupação é maior”, admite. Encontrou algum erro? Clique aqui.
Receba as notícias do Portal Sentinela do Oeste no seu telefone celular! Faça parte do nosso grupo de WhatsApp através do link: https://chat.whatsapp.com/Bzw88xzR5FYAnE8QTacBc0
Siga nosso Instagram: https://www.instagram.com/jornalsentinela/
FONTE: Campo Erê