A comunidade escolar do CEMEG Girassol, em São José do Cedro, se prepara para receber, no dia 27, a primeira Feira do Conhecimento organizada pelo Laboratório Maker da escola. Diferente da tradicional Feira de Ciências, o evento permite que os alunos escolham temas de interesse pessoal, aprofundando conhecimentos e apresentando projetos que envolvem criatividade, tecnologia, sustentabilidade e lógica.
Segundo a professora responsável pelo Laboratório Maker, Eliane Menin, a feira surgiu após de um curso online de pensamento computacional que abordou os quatro pilares da cultura maker (Criatividade, colaboração, sustentabilidade e escalabilidade) e trouxe exemplos de como aplicá-los em projetos escolares. “A ideia foi trabalhar o processo completo, desde o edital até a apresentação final, oferecendo aos alunos experiência em organização e planejamento, além de possibilitar premiação para os melhores trabalhos”, explica.
O evento contará com projetos do nono ano, que é a faixa etária autorizada a participar da competição. Entre os temas, estão evolução tecnológica, cultura K-pop, foguetes funcionais com materiais recicláveis, o desenvolvimento de um canhão de bolinhas mecânico, entre diversos outros. Todos os trabalhos foram elaborados respeitando critérios de segurança, acessibilidade e relevância social.
Além de competir, os alunos também atuam como organizadores da feira. Sendo organizado por Sofia Anzolin, que também é estudante e bolsista da sala maker, ela destaca o aprendizado e o protagonismo adquirido durante o processo: “Puxar a frente do projeto é meio assustador, mas é um sentimento de orgulho e felicidade gigante. Estou fazendo dar certo, deixando uma marca no colégio e abrindo caminho para os futuros bolsistas do Maker”, comenta.
Sofia reforça ainda a importância da colaboração e da confiança no trabalho coletivo. “Sem os meus colegas bolsistas e a professora Eliane, nada seria possível. Aprendi que sozinho não se faz nada e que confiar no próprio trabalho inspira os outros a acreditar também”, afirma, convidando todos os alunos do colégio a prestigiar a feira.
Para a professora Eliane, os resultados da Sala Maker são visíveis no desenvolvimento dos estudantes. “Eles aprendem a buscar soluções, a se organizar, a pensar criativamente e a apresentar suas ideias de forma clara. Essa experiência os prepara para o ensino médio, para cursos técnicos e até para a vida profissional”, conclui.
A Feira do Conhecimento, mesmo sendo um evento de um dia, representa o trabalho de muitos meses, sendo um exemplo prático desses pilares citados anteriormente. Além de estimular a criatividade, a cultura maker proporciona aos alunos habilidades como protagonismo, organização, responsabilidade e trabalho em equipe, valores que permanecerão com eles muito além do colégio.