Robótica amplia aprendizado no Cemeg

Primeira turma do Maker, do Cemeg de São José do Cedro, inicia projeto de robótica, aprendendo programação e resolução de problemas com kits fornecidos pela UFFS

Junior Perin - São José do Cedro
08/12/2025 08h00 - Atualizado há 3 meses

Robótica amplia aprendizado no Cemeg
O projeto de robótica trabalhado com alunos do contraturno do Cemeg, reforça o espírito maker, que incentiva autonomia, tentativa, erro e busca ativa por soluções. (Foto: Divulgação)

Os alunos do laboratório Maker do Centro Municipal de Educação Girassol (Cemeg), de São José do Cedro, iniciou novo projeto de robótica, que amplia o conteúdo já trabalhado com estudantes do 6º ao 9º, do contraturno escolar. A iniciativa integra a cultura maker e promete desenvolver raciocínio lógico, organização e capacidade de resolução de problemas entre os alunos.

No programa, os participantes aprendem desde conceitos básicos de eletrônica até a montagem de circuitos e programação em Arduino. As aulas combinam teoria e prática, com atividades orientadas a partir de um curso online disponibilizado pelo Makerero e materiais cedidos pela Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS). Os estudantes precisam seguir passo a passo cada comando, conectar cabos e instalar programas corretamente para que os projetos funcionem.

Como esta é a primeira turma a participar, tudo é novidade. Segundo a professora Eliane Menin, a atenção aos detalhes é parte fundamental do processo: “Um jumper colocado no lugar errado já impede o circuito de funcionar. Eles precisam observar, testar e refazer até chegar no resultado certo”, explicou. A proposta reforça o espírito maker, que incentiva autonomia, tentativa, erro e busca ativa por soluções.

Entre os alunos, o entusiasmo é visível. Mateus Zamboni, que já iniciou a etapa introdutória, contou que os primeiros exercícios envolvem identificar peças e programar um LED para piscar em intervalos regulares: “A gente baixou o programa do Arduino e começou a montar. É simples no começo, mas tem que prestar muita atenção”, relatou.

A professora destaca que o avanço do grupo também depende de pesquisas e tutoriais, já que o curso não conta com instrutor presencial da universidade: “A gente se vira. O maker é isso: procurar, testar e aprender junto”, disse. No mesmo espírito, alunos do projeto já ajudaram a resolver problemas de configuração da impressora 3D do espaço, após encontrar um tutorial em italiano que explicava o erro.

Cada conquista se torna motivo de celebração. “Quando dá certo, parece que ganhamos um campeonato”, brinca Eliane. Para ela, o maior ganho está no desenvolvimento dos estudantes: “Eles pensam, criam e buscam respostas. É isso que queremos: formar alunos autônomos, capazes de enfrentar desafios”, finalizou.

 

 

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