Gestantes recebem vacina contra bronquiolite

A Secretaria de Saúde de Palma Sola aplicou a vacina contra a bronquiolite em 16 gestantes, visando proteger os recém-nascidos contra infecções respiratórias graves

Ruthe Kezia - Palma Sola
16/12/2025 10h13 - Atualizado há 2 meses

Gestantes recebem vacina contra bronquiolite
A vacina deve ser aplicada a partir das 28 semanas de gestação ou até 15 dias antes do parto. É importante que as gestantes não deixem para a última fase da gravidez. (Foto: Imagem ilustrativa)

A Secretaria Municipal de Saúde de Palma Sola promoveu, na última sexta-feira, dia 12, a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite, voltada às gestantes com 28 semanas ou mais de gravidez. A ação teve como objetivo proteger os recém-nascidos logo nos primeiros meses de vida, período em que são mais vulneráveis a infecções respiratórias graves.

De acordo com a enfermeira responsável pelo setor de Epidemiologia do município, Edite Cirino, a vacina atua na prevenção de uma das principais causas de internação hospitalar em bebês: “A bronquiolite é uma infecção viral que acomete as vias respiratórias inferiores de crianças com menos de 24 meses, podendo evoluir para quadros graves, especialmente nos primeiros meses de vida”, explica.

A imunização integra uma estratégia do Ministério da Saúde e passou a fazer parte da rotina do calendário básico da gestante pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme Edite, a vacina reduz significativamente o risco de hospitalizações e garante proteção ao bebê desde o nascimento: “Por meio da vacinação da gestante, ocorre a transferência passiva de anticorpos pela placenta, criando uma barreira de imunidade nos primeiros meses, quando o bebê ainda não pode receber algumas vacinas”, destaca.

A indicação é que a vacina seja aplicada a partir das 28 semanas de gestação ou até 15 dias antes do parto. A enfermeira alerta para que as gestantes não deixem para a última fase da gravidez: “O parto pode ser antecipado por algum motivo, e a criança pode nascer sem a proteção necessária”, orienta.

Na ação realizada, eram esperadas 16 gestantes que já estavam com mais de 28 semanas e aguardavam a vacinação pelo SUS. Destas, 11 receberam a dose no dia 12, enquanto outras cinco foram vacinadas na última segunda-feira, dia 15. Segundo Edite, a adesão foi positiva e a espera pela vacina era grande, já que até então ela estava disponível apenas na rede particular, com custo pouco acessível.

A vacinação contra o VSR ajuda a prevenir complicações como insuficiência respiratória, desidratação, apneia, pneumonia e aspiração de secreções, condições que podem colocar a vida do bebê em risco.

Além da imunização, a enfermeira reforça a importância de outros cuidados para prevenir doenças respiratórias nos bebês, como manter as vacinas da gestante em dia, incluindo Influenza e DTPa [difteria, tétano e coqueluche], higienizar frequentemente as mãos e objetos, evitar aglomerações, ambientes fechados e contato com pessoas doentes, priorizar o aleitamento materno, evitar o tabagismo passivo e manter o calendário vacinal da criança atualizado.

As gestantes que não puderam comparecer na data da ação, ainda podem procurar a unidade de saúde para receber a vacina. “Antecipar-se às doenças é uma forma de proteger os bebês no período mais vulnerável da vida, que são os primeiros meses. A vacina já faz parte do calendário básico da gestante pelo SUS e está disponível nas unidades de saúde”, conclui Edite Cirino.

 

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