No Centro de Eventos, os alunos do 4º ano do NEF Libório Kuhn protagonizaram uma noite inesquecível. Entre apresentações, uma se destacou: a encenação do livro “Liz e o Segredo de Palma Sola”, que contou a história do município a partir da imaginação e colaboração de diversas crianças.
O projeto, conduzido pela professora Mayara Benetti, convidou os alunos a explorarem a origem de Palma Sola, transformando a história local em narrativa viva. Cada estudante criou sua própria versão do surgimento da cidade, e os trechos mais criativos foram unidos em um texto coletivo, que serviu de base para a encenação.
Segundo Mayara, a ideia surgiu com a chegada do mascote Palmeirinho à escola. “O projeto sugeriu a produção de um texto, mas minha turma foi além: criamos uma história e demos vida ao mascote, que se tornou personagem central do enredo”, explica. O objetivo pedagógico foi claro: aproximar os alunos da história e da identidade cultural do município, desenvolvendo expressão oral, escrita e trabalho coletivo.
A preparação da apresentação envolveu diversas etapas. Os estudantes participaram de rodas de conversa sobre os primeiros colonizadores, transformações do município, patrimônio histórico e espaços de memória. Em seguida, produziram textos autorais, revisaram coletivamente, criaram o roteiro teatral e ilustrações das cenas, e ensaiaram com figurinos e objetos do acervo da comunidade.
O envolvimento da comunidade foi essencial. Familiares e moradores cederam objetos antigos e ajudaram com figurinos, garantindo que a encenação refletisse a realidade histórica da colonização. “A participação das crianças e dos familiares fortaleceu o sentimento de pertencimento e identidade cultural”, destaca Mayara.
Durante a apresentação, foi possível notar o entusiasmo dos alunos. Sentindo-se protagonistas do aprendizado, eles demonstraram orgulho ao contar a história da própria cidade. A atividade estimulou não apenas habilidades artísticas, mas também cooperação, autonomia e valorização da identidade local.
O projeto também contemplou a criação de um livro ilustrado, que deve ser lançado em breve, mantendo viva a narrativa que nasceu do esforço coletivo das turmas do quarto ano. Mayara planeja expandir a metodologia no próximo ano, incluindo entrevistas com moradores antigos, linhas do tempo ilustradas e mapas de origem das famílias, aprofundando o estudo da migração e da história local.
Com esta iniciativa, o NEF Libório Romildo Kuhn mostrou que aprender sobre a própria cidade pode ser uma experiência divertida, criativa e enriquecedora. A encenação reforçou a importância de valorizar a história de Palma Sola e demonstrou que crianças podem, sim, contar grandes histórias.