A instabilidade no preço do leite tem preocupado produtores da região e colocado em dúvida o futuro da atividade. Leonardo Pagnoncelli, produtor rural em Palma Sola, trabalha na produção desde que nasceu e mantém uma média de 550 litros de leite por dia, mas observa que o valor pago pelo produto piorou nos últimos meses e não acompanha os custos de produção.
Segundo Leonardo, atualmente ainda é possível manter a atividade, mas caso o preço do leite permaneça baixo ou caia novamente, será necessário avaliar a situação e tomar decisões conforme a evolução do mercado.
Apesar das dificuldades, ele afirma que ainda considera válido trabalhar com a produção de leite, principalmente pela qualidade de vida que o interior proporciona, que em sua avaliação, é melhor do que a rotina da cidade.
De acordo com ele, os desafios para os produtores estão principalmente nos preços dos insumos, como ração e medicamentos, e na falta de incentivos para o setor. Ele destaca que a energia, por outro lado, tem um impacto menor, já que a propriedade utiliza bastante energia solar.
Leonardo também ressalta que o valor pago ao produtor está muito distante do preço cobrado ao consumidor nos mercados. Para ele, a carga tributária pesada e a falta de incentivos acabam desvalorizando quem produz, e muitos já deixaram a atividade por causa disso.
Sobre o futuro do setor, Leonardo alerta que se a situação continuar piorando, a tendência é que ainda mais produtores abandonem a produção de leite: “O preço do leite é o fator mais importante entre outras variedades, mas incentivos e impostos também influenciam bastante”, explica.
Mesmo diante de todos os desafios, ele mantém a produção e acompanha o mercado de perto, aguardando mudanças que valorizem o setor e deem mais segurança para quem vive da atividade.