20 casos de hanseníase em duas décadas

Conhecida como lepra, a hanseníase ainda registra casos em Palma Sola e acende alerta para atenção aos sintomas e busca por tratamento

Arthur Nunes - Palma Sola
20/01/2026 15h00 - Atualizado há 1 mês

20 casos de hanseníase em duas décadas
Hanseníase, popular lepra, tem tratamento e cura, mas exige atenção aos sintomas, busca precoce por atendimento médico e acompanhamento correto (Foto: Imagem Ilustrativa)

O dia 30 de janeiro é marcado pelo Dia Mundial Contra a Hanseníase e pelo Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase. A data reforça a importância da informação, do diagnóstico precoce e do enfrentamento ao preconceito relacionado à doença.

Em Palma Sola, um balanço dos últimos anos mostra que a hanseníase esteve presente de forma pontual no município. Entre 2003 e 2024, foram registrados 20 casos positivos, todos tratados conforme os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os registros apontam casos isolados ao longo dos anos, com maior concentração em alguns períodos. Em 2011, por exemplo, foram confirmados quatro casos, enquanto em 2014 foram três. Nos demais anos, os registros variaram entre um e dois pacientes.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela afeta principalmente a pele e os nervos, podendo provocar manchas, dormência, perda de sensibilidade e, em casos não tratados, deformidades físicas.

Entre os sintomas mais comuns estão manchas claras ou avermelhadas com alteração da sensibilidade, formigamento, dormência nas mãos e pés, ressecamento da pele, dificuldade para fechar os olhos e diminuição da força muscular.

A transmissão ocorre por gotículas de saliva, em contato próximo e prolongado, a partir de pessoas que não estão em tratamento. A doença não é transmitida por toque, abraço ou beijo, e a maioria das pessoas não adoece mesmo após contato.

O diagnóstico é feito de forma clínica, por meio do exame da pele e dos nervos, podendo ser auxiliado por testes. Quanto mais cedo a doença é identificada, menores são os riscos de sequelas permanentes.

O tratamento da hanseníase é gratuito pelo SUS e realizado com a poliquimioterapia, combinação de antibióticos que garante a cura. Após o início do tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença.

De acordo com os dados do Sinal Net, todos os casos registrados em Palma Sola foram tratados adequadamente. O acompanhamento contínuo é fundamental para evitar novos casos e interromper a cadeia de transmissão.

A Secretaria de Saúde reforça que, ao perceber qualquer sintoma suspeito, a população deve procurar imediatamente uma unidade de saúde. Informação e diagnóstico precoce são as principais ferramentas no combate à hanseníase e ao preconceito.

 

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