Aos 8 anos de idade, a pequena Maria Alice Pauletti Paetzold já mostra que talento, disciplina e amor pela tradição gaúcha caminham juntos. Representando Palma Sola e o CTG Estância da Fronteira, ela conquistou o 1º lugar na modalidade de laço prendinha e o 2º lugar na vaquinha parada no 1º Rodeio de Moto Vaca em São José do Cedro. Essa conquista, emocionou a família e marcou o início de uma trajetória promissora no mundo dos rodeios.
A mãe de Maria, Juliana Pauletti, acompanhou de perto cada passo da filha que compete há cerca de um ano. O interesse pelo laço começou quando a família adquiriu a primeira égua, há aproximadamente dois anos: “Depois disso ela entrou para o grupo de laçadores”, contou Juliana.
Inclusive a tradição do laço vem de geração em geração: “Tem histórico de laçadores na família, isso está no sangue. Meu avô já praticava laço no campo”, relatou Juliana. Dentro de casa, a maior inspiração da pequena foi o irmão Pedro, que despertou nela o desejo de começar a laçar.
Entre as modalidades, Maria tem um carinho especial pelo laço prendinha, onde o que mais gosta é entrar na cancha com a égua e correr para laçar a vaquinha parada, aproveitando o tempo maior para armar o laço. A rotina de treinos é organizada de forma equilibrada, sempre no fim da tarde, garantindo que os estudos não sejam prejudicados. Nos finais de semana, quando o clima permite, os treinos seguem no cavalo, além da prática frequente na vaquinha parada, considerada essencial para o aperfeiçoamento da técnica.
Mais do que uma modalidade esportiva, o laço representa lazer e alegria para Maria, que encontra nos cavalos o espaço onde se sente feliz, seja laçando ou simplesmente andando. O envolvimento com o tradicionalismo conta com forte apoio da família, que acompanha e incentiva a menina em todas as etapas: “O papel da família é dar todo apoio e incentivo que ela precisa, pois sem o nosso apoio ela não estaria lá”, afirmou Juliana
Para a família, representar Palma Sola e o CTG Estância da Fronteira em competições fora do município, é motivo de orgulho e sinal de crescimento no cenário dos rodeios. Conforme Juliana, no início a família ainda não era conhecida, mas atualmente, ao chegar nos eventos, o nome do município já é reconhecido.
A mãe conta que a emoção foi grande ao ver sua filha conquistar seus primeiros resultados expressivos: “Foi uma alegria muito grande ver ela subir ao pódio sendo tão pequena”. Ao saber do resultado, a reação foi de intensa felicidade, e para a própria Maria o momento foi vivido com simplicidade e um sorriso no rosto, demonstrando satisfação por ter alcançado as colocações.
Além das competições, Maria participa do CTG Estância da Fronteira desde os 6 anos, tendo iniciado na parte artística, mas se identificando mais com a campeira. Para a família, a vivência no tradicionalismo tem reflexos positivos no desenvolvimento da criança. Segundo a mãe, a participação no CTG e nas competições contribuíram na concentração, no desempenho escolar e na convivência social, reforçando valores como disciplina, responsabilidade e respeito às regras.
“As crianças que vivem a cultura gaúcha são diferenciadas. Existem regras a serem cumpridas e, desde que começou no laço, a Maria se desenvolveu muito mais na escola e na sociedade. A concentração e as notas melhoraram muito”, declarou Juliana.
Com resultados expressivos logo no início da trajetória, apoio familiar e amor pela cultura gaúcha, Maria Alice mostra que mesmo com pouca idade, já carrega no laço o orgulho de representar sua cidade e manter viva a tradição.