No dia 3 de maio, a Associação Campoerense de Karatê (ACK) irá realizar a 1ª Copa Wadô Interestadual de Karatê, a partir das 8h30, no Ginásio Municipal de Esportes Vitalino Lino da Silva, localizado na Rua Osvaldo Dalligna, em Campo Erê. A competição promete reunir atletas de diferentes regiões e valorizar o karatê como esporte, disciplina e ferramenta de formação de caráter.
A Copa Wadô será realizada pela Associação Campoerense de Karatê (ACK), sob coordenação do professor Ademir Paliga, com apoio do município de Campo Erê. De acordo com o professor, o evento representa um importante passo para o fortalecimento da modalidade no município, além de incentivar a participação de crianças, jovens e adultos na prática das artes marciais.
Com entrada gratuita, para oportunizar que a comunidade acompanhe de perto as disputas e incentive os atletas participantes, a expectativa é que o evento seja marcado por técnica, respeito e espírito esportivo, princípios fundamentais do karatê, consolidando Campo Erê no cenário das competições interestaduais da modalidade e reforçando o esporte como instrumento de educação e inclusão social.
A Copa Wadô se diferencia de outras competições por focar exclusivamente no estilo Wadô-Ryu. Segundo o professor, esse é um dos grandes diferenciais do evento: “A Copa Wadô é um dos eventos mais tradicionais do calendário das artes marciais, especialmente no Sul do Brasil, unindo técnica apurada e um forte senso de comunidade. Diferente das competições open, ela foca no estilo Wadô-Ryu, que se caracteriza pela fluidez, esquiva e pelo uso da energia do adversário, unindo técnicas do karatê com elementos do jiu-jitsu japonês”, explica.
De acordo com o professor, o evento prioriza a padronização técnica e o intercâmbio entre associações que seguem essa linhagem. A expectativa é reunir entre 200 e 400 atletas, com a participação de aproximadamente 10 a 15 delegações de diferentes cidades e estados da região Sul.
A competição será dividida em diversas categorias, abrangendo atletas desde a categoria mirim, a partir dos 5 ou 6 anos, até a categoria master, acima dos 35 ou 40 anos, nas modalidades kata, que avalia a execução técnica dos movimentos, e kumite, que envolve o combate direto entre os atletas.
“Os treinos são intensificados meses antes, com foco no refinamento de kata, simulados de luta e fortalecimento físico. Mas o trabalho não é só físico, é mental e disciplinar”, destaca.
O professor ressalta ainda que o karatê vai muito além das competições: “O karatê é uma filosofia de vida. Trabalhamos valores como respeito, disciplina, autocontrole e resiliência. Isso reflete não só no desempenho esportivo, mas na escola, na convivência social e na segurança emocional das crianças e jovens, sempre priorizando a não-violência”, enfatiza.
A expectativa é de um dia marcado por técnica, respeito e espírito esportivo, consolidando Campo Erê no cenário das competições interestaduais de karatê e reforçando o esporte como instrumento de educação e inclusão social.